Execuções na Indonésia são 'regressão dos direitos humanos', diz Anistia Internacional

Condenados por tráfico de drogas, seis réus foram fuzilados: as primeiras de 20 execuções planejadas pelo governo para 2015

EFE

18 Janeiro 2015 | 10h59

 BANGKOK - A Anistia Internacional classificou neste domingo, 18, a execução de seis condenados por tráfico de drogas, cinco deles estrangeiros, como uma regressão para os direitos humanos na Indonésia.  Esses foram os primeiros fuzilamentos no país desde a posse do atual governo, em outubro de 2014.

Além do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos, uma indonésia, um holandês, dois nigerianos e uma vietnamita, todos condenados por tráfico de drogas, foram fuzilados em duas penitenciárias no centro da ilha de Java.

Os pedidos de clemência foram negados pelo presidente Joko Widodo - considerado por muitos ativistas como uma esperança de mudança na Indonésia, mas que tem optado pela linha dura contra os crimes de narcotráfico.

“Este é um sério passo para trás em um dia muito triste. A nova administração tomou posse com a promessa de fazer dos direitos humanos uma prioridade, mas a execução de seis pessoas deixa esse compromisso em letra morta”, disse Rupert Abbott, diretor de pesquisa do sudeste asiático para a Anistia Internacional.

Essas foram as primeiras de 20 execuções planejadas pelo governo da Indonésia para este ano, após não ter realzado nenhuma em 2014. Abbott pediu ao governo indonésio para “parar seu plano de matar mais pessoas” e lamentou que se tenha mudado de direção depois de “passos positivos” nos últimos anos.

“A pena de morte em casa faz com que os esforços do governo para impedir execuções de indonésios no exterior sejam hipócritas”, disse Abbott.

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