Executiva do PFL irá se reunir para decidir punição de Roseana

O presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), afirmou nesta segunda-feira que sua legenda vai reunir a Executiva, a partir do dia 17, para iniciar o processo de punição da governadora e candidata à reeleição no Maranhão, Roseana Sarney. "Vamos examinar a questão à luz da lei e do estatuto. E é evidente que, no mínimo, se iniciará um processo de punição, ou seja, de expulsão."A governadora será submetida à Executiva do PFL porque está contrariando a orientação da sigla e apoiando nestas eleições o presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, quando a presidência do partido determinou o apoio ao tucano Geraldo Alckmin. "A questão é de coerência e credibilidade, pois temos um compromisso com o Brasil e com a candidatura Alckmin. Aqueles que querem divergir no PFL, é melhor sair primeiro", considerou Bornhausen.O presidente nacional do PFL esteve reunido com o presidenciável Geraldo Alckmin. Ele elogiou o desempenho do tucano no debate de domingo à noite. "Ele fez aquilo que a nação esperava. Cobrou a ética de um governo que fez o mensalão, o valerioduto e este dossiê fajuto."Além de Bornhausen, Alckmin esteve reunido também com os presidentes nacionais do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), e do PPS, deputado federal Roberto Freire (PE).Freire também gostou da atuação do tucano no primeiro embate televisivo com Lula. "Dá para sentir nas ruas que Alckmin demonstrou firmeza e caráter, pois ele falou de corrupção cara a cara (com Lula) e cobrou respostas. Alguém precisava enfrentar com firmeza toda esta trapalhada e este drama que o Brasil vem vivendo, de um governo que foi assumido por uma quadrilha, segundo disse o procurador-geral de República."

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