Corpo de Bombeiros de MG/Divulgação
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Executivo da Vale nega ter falado com engenheiro que atestou estabilidade de barragem

Profissional da Tüv Süd disse ter sido pressionado por Alexandre Campanha, da mineradora, a assinar documento

Leonardo Augusto, Especial para O Estado

07 de fevereiro de 2019 | 16h19

BELO HORIZONTE - O executivo da Vale Alexandre Campanha prestou depoimento à força-tarefa que investiga o rompimento da barragem 1 na Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte. Campanha foi citado pelo engenheiro Makoto Namba, da Tüv Süd, que disse ter se sentido pressionado pelo executivo a assinar documento atestando a estabilidade da barragem. Em depoimento, Campanha negou ter travado o diálogo com o responsável pelo laudo da barragem.

Alexandre Campanha é gerente executivo corporativo da Vale e, segundo depoimento de Namba à Polícia Federal, fez pressão para que assinasse o documento. "A Tüv Süd vai assinar ou não", teria dito Campanha, segundo Namba. O engenheiro, então, disse ter respondido que assinaria se a Vale adotasse recomendações que fez em revisão periódica de junho de 2018. Namba afirmou ainda ter assinado o laudo e que se sentiu sob risco de perder o contrato.

Namba, e outro engenheiro da Tüv Süd, André Jum Yassuda, e três executivos da Vale estão presos desde o dia 29 de janeiro na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana Belo Horizonte. Na terça-feira, 5, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), concedeu habeas corpus para o grupo que, no entanto, ainda aguarda a chegada do alvará de soltura para deixarem a prisão.

Em 2015, Campanha, que é mineiro e trabalha há 23 anos na mineradora, aparece como diretor de operações da Vale no Pará, conforme informações da prefeitura de Canaã dos Carajás, município a 765 quilômetros ao sul de Belém. À época, ainda segundo a prefeitura, o executivo da Vale ficaria responsável por projeto batizado de S11D, localizado no município. Campanha também tem passagem pela Vale em Mato Grosso do Sul.

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