Executivo tenta evitar CPI sobre acidente do Metrô de SP

A criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de São Paulo para investigar as causas do desmoronamento das obras da futura Estação Pinheiros do Metrô começou a ser discutida na quinta-feira, primeiro dia dos trabalhos legislativos de 2007. O pedido da CPI da Cratera é de Aurélio Miguel (PL) e não conta com o apoio das bancadas do PSDB e do PFL, partidos de sustentação do prefeito Gilberto Kassab (PFL) e do governador José Serra (PSDB) na Câmara e na Assembléia. "Apesar de se tratar de uma obra de responsabilidade estadual, está obrigada a atender diversas exigências municipais, como licenças e alvarás de demolição. Precisamos ver também como ficarão os familiares das vítimas e os moradores que tiveram as casas demolidas e interditadas", defendeu Miguel. Para que a CPI seja aprovada são necessários 28 votos em plenário. De acordo com o regimento interno, podem existir até três comissões em funcionamento. Atualmente existem duas aprovadas - a CPI do Insulfilm e a dos Direitos Humanos. Para ser criada uma terceira, é preciso que o tema tenha destaque e seja aceito pela maioria simples dos vereadores. "A Câmara tem essa responsabilidade. A Subprefeitura de Pinheiros tem vários laudos e foi alertada sobre as rachaduras nas casas", disse o petista Antonio Donato. O presidente da Câmara, Antonio Carlos Rodrigues (PL), porém, afirmou que é preciso analisar o pedido de Aurélio Miguel com cautela. Tucanos e pefelistas garantem não existir espaço para a comissão. O atual líder do governo na Casa, Gilson Barreto (PSDB), ressaltou que "não cabe aos vereadores investigarem um acidente em área estadual".

Agencia Estado,

02 Fevereiro 2007 | 11h11

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