Exército ainda não sabe como vai agir no Rio

A participação do Exército no combate à criminalidade no Rio continua nebulosa. O Comando Militar do Leste (CML), ao qual estão subordinados os militares que deverão subir favelas em ações específicas para buscar armas e participar da instrução de tropas estaduais, informou que não havia recebido até o início da noite qualquer documento de Brasília explicando como será a missão ? embora a governadora Rosinha Matheus tenha dito, na segunda-feira, que a operação de desarmamento dos traficantes poderia começar hoje mesmo.Segundo a assessoria de imprensa do Comando do Exército, o planejamento de uma investida de tal porte é, de fato, demorado. Até as 18 horas, o órgão afirmava que o único dado oficial de que dispunha era a nota conjunta divulgada pelos governos estadual e federal após o encontro da governadora com os ministros da Defesa, José Viegas, da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e da Coordenação Política, Aldo Rebelo, ontem. A nota não diz como os militares ajudarão as polícias do Rio a desarmar os bandidos nem quando, na prática, eles darão início ao trabalho. Depois da reunião, Rosinha afirmou, em entrevista dada ao lado de Rebelo, que faltava apenas acertar detalhes jurídicos para que o esquema fosse iniciado. Já o ministro não quis precisar uma data. A nota também não detalha como será a instrução de policiais em formação.

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