Exército apura morte de fuzileiro em Belém durante exercício

A Auditoria Militar Federal abriu inquérito para saber em que circunstâncias ocorreu a morte do fuzileiro naval Marcelo Magno Alves Almeida durante treinamento em uma piscina do Centro de Instruções Almirante Braz de Aguiar (Ciaba), na capital paraense. Ele morreu durante a madrugada de quinta-feira da semana passada, 30, mas seus familiares não aceitam a versão apresentada pela Marinha. A necropsia de Almeida, feita pelo Instituto Médico Legal Renato Chaves, revelou que o fuzileiro morreu após sofrer dilatação do coração como resultado de esforço físico. "Foi um esforço sobre-humano, provocado por dois cabos e soldados que estavam com ele dentro da piscina", acusa o pai, Moisés Pereira Almeida. Colegas de treinamento do fuzileiro, temendo represálias, contaram aos familiares de Almeida que ele estava exausto devido ao exercício pesado e já não tinha mais forças para sair da piscina. Mesmo assim, os instrutores teriam insistido para que ele continuasse. Há suspeita de que o rapaz tenha sido afogado. A Marinha, que também abriu inquérito para apurar o caso, nega que os alunos do Ciaba sejam submetidos a exercícios desumanos. E alega que Almeida teria passado mal por já apresentar algum problema de saúde.

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