REUTERS/Leo Carioca
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Exército chega ao RN para conter onda de violência

Até o início desta quarta-feira, 90 ataques haviam sido registrados desde que o Estado instalou bloqueadores de sinal de celular em presídios

Monica Bernardes, Especial para o Estado

03 de agosto de 2016 | 15h03

NATAL - Cerca de mil homens do Exército chegaram na manhã desta quarta-feira, 3, à cidade de Natal. O efetivo integra a tropa federal que atuará no patrulhamento ostensivo para coibir os ataques que vêm sendo realizados por facções criminosas em todo o Estado em represália à instalação de bloqueadores de sinal de celular em presídios. Até o início desta tarde, 90 ataques já haviam sido registrados pela Secretaria Estadual de Segurança. As ações de vandalismo atingiram 33 municípios, incluindo a capital. 

Até a manhã desta quinta-feira, 4, deve ser definido o esquema de distribuição das tropas federais. Nesta terça, durante entrevista coletiva, o governador Robinson Farias informou que os militares vão patrulhar as ruas, principalmente os corredores de ônibus e os locais de acesso aos pontos turísticos. A chegada do ministro da Defesa, Raul Jungmann, ao Estado foi adiada desta quarta para quinta-feira. 

Os homens que chegaram nesta quarta foram deslocados de batalhões sediados em João Pessoa e Campina Grande, na Paraíba; Jaboatão dos Guararapes e Garanhuns, em Pernambuco; e também de Caicó, no interior do Rio Grande do Norte. Nesta quinta devem chegar 200 fuzileiros navais, da Marinha brasileira. 

Apesar da redução no ritmo dos ataques, os ônibus urbanos da região metropolitana continuam circulando com a frota reduzida. Na manhã desta quarta, o trabalho começou com 60% da frota em atividade e depois atingiu 70%. O recolhimento dos veículos está previsto para às 21h30, a exemplo do que vem acontecendo desde o começo da onda de violência. A redução do horário de funcionamento do sistema público de transporte desencadeou queixas da população. 

Os prejuízos, segundo o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros, já chegam a R$ 4,7 milhões. 

Ouça a seguir entrevista do governador do RN à Rádio Estadão:

 

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