Exército confirma sumiço de munição de quartel do Rio

O Comando do Exército confirmou nesta quarta-feira o desaparecimento de mais de mil cartuchos de fuzis e pistolas, além de nove espoletas que servem para acionar explosivos, do 3º Batalhão de Infantaria, em São Gonçalo, no Grande Rio. No entanto, negou que tenha havido prisão ou detenção de militares. A confirmação do roubo ocorre no mesmo dia em que um grupo de traficantes tentou ocupar o mesmo batalhão. O Centro de Comunicação Social do Exército não soube dizer quantos criminosos participaram da ação de hoje e se eles pretendiam chegar ao depósito de armamentos. "Entre as 18h30 de terça-feira e as 5h de hoje houve disparos de arma de fogo, efetuados por desconhecidos, contra o pessoal de serviço, prontamente rechaçados a tiros pela guarda do quartel, tendo à frente o próprio comandante do batalhão", diz a nota divulgada na noite de hoje pelo Exército. O desvio da munição foi descoberto em uma inspeção de rotina domingo. Por isso, o Exército informou que manteve os 700 militares do batalhão até terça-feira para apurar o fato. O Centro de Comunicação garantiu que os militares do batalhão não foram proibidos de comunicar-se com os familiares durante o tempo em que permaneceram no quartel. O 3º Batalhão é cercado por favelas, entre elas o Morro do Martins. Segundo a polícia, Mário Sérgio Rocha Martins, o Gugui, de 25 anos, controla o tráfico de drogas no morro. Ele foi condenado em 1998 a quatro anos de prisão por tráfico de drogas. Um ano antes havia sido absolvido num processo em que era acusado de associação para o tráfico. No ano passado foi preso em flagrante por uso de entorpecentes e associação para o tráfico. Hoje ele está foragido. O secretário de Segurança Pública, Anthony Garotinho, disse apenas que a tenntativa de invasão e o desvio de munição são "lamentáveis."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.