Exército do Rio abre inquérito para roubo de armamento

O comando do Batalhão Escola de Engenharia do Exército, que fica em Santa Cruz (zona oeste do Rio), abriu inquérito militar para apurar o desaparecimento de um sabre que faz parte do armamento de serviço da unidade. Noventa e oito militares, entre soldados e oficiais, permaneceram detidos por três dias no quartel.Eles só tiveram permissão para sair e falar ao telefone no final da tarde deste domingo, quando terminou o prazo de detenção. Nesse período, militares foram ouvidos sobre o caso. Eles não foram confinados em celas, apenas não puderam deixar a unidade e tiveram os aparelhos celulares retidos.O sabre é uma espécie de facão que funciona como baioneta encaixada na ponta de fuzil, para o emprego na luta corpo-a-corpo. Segundo o coronel Fernando Lemos, do serviço de Relações Públicas do Comando Militar do Leste, o furto da peça é um caso de menor gravidade, diante dos furtos de fuzis já registrado em unidades das Forças Armadas no Rio. De qualquer forma, o caso será apurado com rigor. Ele informou que, como sabre é parte do material bélico da unidade, a detenção dos militares para averiguação e instalação da investigação interna é um procedimento normal em casos de desaparecimento de itens do armamento.Roubo anteriorEm março deste ano, o Exército ocupou favelas do Rio em busca de dez fuzis e uma pistola roubados do Estabelecimento Central de Transportes (ECT), em São Cristóvão. Cerca de 1.600 militares foram mobilizados para as operações de busca, que só se encerraram 12 dias depois do roubo. As armas foram recuperadas próximo à favela da Rocinha, na zona sul do Rio.

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