Exército é treinado para atuar em crises de segurança no Rio

Um grupo de elite do Exército está sendo treinado há pelo menos um mês, no Rio, para atuar em casos de crise na segurança, como ocorreu no Carnaval deste ano, quando militares ocuparam 25 pontos da cidade. Cerca de 500 militares estão aprendendo técnicas de guerrilha e simulando ações em densamente povoadas, como as favelas. As informações foram confirmadas hoje pelo Comando Militar do Leste (CML), que não divulgou o local e a duração do treinamento.Segundo o assessor de imprensa do CML, coronel Gérson Ribeiro, o grupo é formado por militares de fora do Estado. O objetivo é que eles não se envolvam com o crime e não fiquem vulneráveis aos criminosos daqui. "Um cabo que more, por exemplo, em uma localidade carente pode correr riscos se for reconhecido. Isso é segurança pessoal.""As atividades incluem técnicas de guerrilha com tiros, preparamento físico e combate em localidades apertadas. Eles estão sendo treinados para isso. A prioridade é o Rio, mas a tropa pode atuar em qualquer ponto do território brasileiro", informou o coronel. De acordo com o CML, o grupo de elite só sairá às ruas caso haja pedido do governo do Rio e autorização do Ministério da Defesa."O que se prevê é uma situação de emergência. Não são recrutas, são profissionais. A tropa tem que saber de tudo", informou o coronel. Ele explicou que para isso os soldados podem treinar em diferentes ambientes - no Estado do Rio ou fora dele - que vão desde montanhas a áreas desertas e com poucos meios de sobrevivência.Já o Centro de Comunicação Social do Exército, em Brasília, divulgou nota no fim da tarde na qual afirma que não há no momento "qualquer equipe especial submetida a treinamento no Rio." No entanto, o Exército confirma que sempre manteve "em várias regiões do País" tropas de elite para atuar em situações especiais.

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