Exército faz varredura e retira celulares de presídio em Manaus

Foi a primeira operação militar numa unidade prisional do Estado desde as mortes de 65 detentos após rebeliões

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

31 Janeiro 2017 | 23h55

SOROCABA - Uma varredura feita por militares do Exército, em conjunto com efetivo da Força Nacional, recolheu celulares, facas e barras de ferro transformadas em lanças, nesta terça-feira, 31, na Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, no centro de Manaus (AM). É a primeira operação militar numa unidade prisional do Estado desde as mortes de 65 detentos após rebeliões em presídios da capital amazonense.

A cadeia foi reativada para receber presos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), após rebelião que deixou 57 mortos nessa unidade. A chacina desencadeou uma crise prisional no País. 

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, forças das polícias militar e civil apoiaram a operação, totalizando 750 homens na ação. O comandante militar da Amazônia, general Antônio Miotto, acompanhou pessoalmente a varredura. À tarde, ao lado do ministro da Defesa, Raul Jungmann, ele disse que o objetivo era reduzir o potencial de conflitos na unidade. "Temos certeza de que vamos entregar a cadeia pública limpa.

Segundo ele, não houve contato direto dos militares com os detentos, que foram isolados pela PM no campo de futebol do presídio. "Nosso pessoal está preparado para esse trabalho, que é altamente técnico", disse. A unidade tem três pavilhões e todas as celas foram revistadas. Jungmann disse que a definição do Vidal Pessoa como alvo da operação foi feita pelo Governo do Estado.

As ruas em volta do cadeião foram interditadas num perímetros de 500 metros. Familiares dos detentos acompanharam de longe a movimentação das tropas. 

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