Exército ficará pouco tempo no Rio

A presença das tropas federais no Rio vai durar pouco tempo. O trabalho a ser feito já está definido e se restringirá, praticamente, a incursões em áreas previamente levantadas pelo setor de inteligência da União e em policiamento ostensivo conjunto com as polícias. O esboço da ação do Exército no combate à criminalidade no Rio vai ser mostrado nesta segunda-feira à governadora Rosinha Matheus (PMDB), na reunião que terá no Palácio Guanabara com os ministros da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, da Defesa, José Viegas Filho, e da Articulação Política, Aldo Rebelo. O governo federal não pretende manter as forças armadas por muito tempo no Rio, mas apenas o período necessário para satisfazer Rosinha e o secretário de Segurança, Anthony Garotinho. A ordem é evitar a exposição dos militares. As prioridades serão áreas consideradas críticas, como os Complexos do Alemão, São Carlos e da Maré, Metral, Jacarezinho, Mangueira e Dendê.Os primeiros homens a atuar na segurança do Rio serão da Brigada de Infantaria Pára-Quedista, do Comando Militar do Leste (CML). A tropa de elite é preparada para combates na selva e em área urbana. Os soldados foram visitados no sábado pelo comandante do Exército, general Francisco Albuquerque, e pelo comandante militar do Leste, general Manoel Luiz Valdevez de Castro. Inicialmente, 2 mil homens atuarão em operações de cerco a áreas controladas por traficantes e em bases militares que serão instaladas em pontos estratégicos.

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