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Exército prepara armas para destruição no Rio

O exército está neste momento acabando de descarregar as cerca de 100 mil armas que serão destruídas, daqui a pouco pela Polícia Militar do Rio, no Aterro do Flamengo, em frente ao Monumento aos Pracinhas. Os armamentos chegaram em seis caminhões do tipo carreta, guardados dentro de contêineres. Os guardas do exército estão empilhando de um lado as pistolas e revólveres e, ao lado, em outra grande área, os rifles, ARs-15 e armamentos mais pesados. As armas - muito desgastadas pelo tempo - estavam guardadas no quartel de Deodoro, zona oeste. De acordo com o Coronel da Polícia Militar, Wilton Ribeiro, a expectativa é a de que o evento reúna cerca de 20 mil pessoas. Mas ninguém está mais ansioso com a destruição de armas do que o operador de trator João Batista Alonso. Aos 57 anos, esse operário vai dirigir o trator que irá esmagar as 100 mil armas. "Vou ter muita história para contar depois para meus filhos. Fico orgulhoso por ajudar, de alguma forma, a diminuir a violência", contou, em entrevista exclusiva à Agência Estado. João Batista mora em Campos, cidade natal do governador Anthony Gartotinho (PSB), mas trabalha em obras de terraplanagem, no bairro da Lapa (Centro), para a empreiteira EBTE, que presta serviços para o governo do Rio. Muito humilde, João Baptista acredita que foi escolhido por Deus e se emociona ao lembrar que hoje é dia de São João. O motorista já foi assaltado uma vez no Rio, em 1993, quando dirigia um caminhão da empresa para qual trabalha. O diretor da Divisão de Fiscalização de Armas Explosivas da Polícia Civil do Rio, Fernando Oseas, informou que o governo do Estado pretende continuar, nos próximos anos, a destruir as armas apreendidas pela polícia. "Faremos isso todos os anos ou, então, a cada dois anos", disse Oseas. Segundo o delegado, a polícia do Rio apreende cerca de 900 armas por mês, totalizando aproximadamente 10 mil por ano. Fernando Oseas explicou que a Polícia Civil guarda hoje 80 mil armas em seus depósitos. "Esse estoque também será destruído assim que tivermos a permissão da Justiça", afirmou. Atualmente, apenas os armamentos apreendidos há mais de cinco anos podem ser destruídos, desde que haja autorização judicial.

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