Exército tira soldados e reduz abordagem em morro no Rio

Soldados foram orientados a agir somente se houver alguma atitude ofensiva à tropa no Morro da Providência

Tânia Monteiro, de O Estado de S. Paulo,

21 de junho de 2008 | 13h02

O Comando do Exército decidiu reduzir a zero a abordagem das pessoas que transitam pelo canteiro de obras do programa Cimento Social no Morro da Providência. Os soldados foram orientados a agir somente se houver alguma atitude ofensiva à tropa. A Força nega que esteja fazendo papel de polícia na área.   Veja também: Para Jobim, cassação da liminar é passo para soluções no morro Militares podem ficar apenas em rua da obra, decide Justiça Familiares de vítimas participam de missa de 7º dia Comissão fará investigação paralela sobre mortes Opine: o Exército pode cuidar da segurança pública?    No primeiro dia após a decisão da Justiça que autorizou o Exército a manter efetivos somente nas áreas onde as casas serão reformadas, o número de soldados no morro foi reduzido de 200 para menos de 150, informam fontes militares. É uma quantidade ligeiramente inferior à inicialmente prevista.   Soldados que se encontravam no topo do morro e nos acessos, onde não estão previstas obras, foram retirados. Eles também saíram da área onde se localizam uma praça e uma igreja. Porém, há tropas em áreas morro acima onde não há obras. Os militares alegam que as reformas das casas que lá se encontram começarão em breve, por isso os soldados foram mantidos.   A decisão atende parcialmente a uma preocupação dos militares, que é garantir a segurança do efetivo. Após a decisão judicial que autorizou a presença de soldados apenas na área das reformas, surgiu no Comando do Exército a preocupação com a vulnerabilidade dos soldados. Uma fonte explicou que é necessário manter vigilância em pontos mais altos do morro para os soldados não ficarem expostos aos traficantes.   A questão é considerada tão crítica que o Exército cogita até abandonar a obra, caso a Justiça faça exigências que inviabilizem a segurança do efetivo. Nos últimos dias, os quartéis começaram a receber telefonemas de mães de soldados que atuam no morro, preocupadas com a segurança de seus filhos.

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