Exonerado procurador-geral de RR suspeito de pedofilia

No sábado, o Tribunal de Justiça do Estado negou pedido de habeas-corpus ao acusado

Loide Gomes , O Estado de S.Paulo

10 de junho de 2008 | 19h12

O governador de Roraima, José de Anchieta Júnior (PSDB), exonerou o procurador-geral Luciano Alves Queiroz, preso por suspeita de pedofilia. O decreto é retroativo a 6 de junho, data em que o advogado e mais sete pessoas foram detidas pela Polícia Federal durante a Operação Arcanjo.   Veja também: PF prende procurador-geral de Roraima por pedofilia Diálogo evita aliciamento de crianças por pedófilos, diz médico   No sábado, 7, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Robério Nunes dos Anjos, negou habeas-corpus ao ex-procurador. Agora, sua defesa pede prisão domiciliar, alegando que em Roraima não há cela especial. Queiroz e o major da Polícia Militar Raimundo Gomes estão em salas da Academia de Polícia Integrada. Eles recebem a visita de familiares e amigos a qualquer hora.   As vinte crianças e adolescentes vítimas da suposta rede de pedofilia prestam depoimento aos agentes federais. Uma delas entrou no programa de proteção a testemunhas e foi tirada de Roraima em companhia da mãe e de policiais. Tarcísio Vital, do Conselho Tutelar de Boa Vista, conta que ela foi ameaçada por ter informado detalhes do esquema que agenciava meninas de até 6 anos e fornecia drogas para empresários e autoridades do Estado.

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