Explosão em fábrica de fogos deixa 1 ferido

A explosão de uma fábrica clandestina de fogos de artifício, na madrugada desta sexta-feira, no Bairro Malhado, na cidade de Ilhéus, a 500 quilômetros de Salvador, feriu gravemente o vigia Vilomar Santana Alves de Oliveira, de 30 anos.A casa onde a fábrica funcionava foi totalmente destruída. A explosão provocou rachaduras nas paredes de vários imóveis vizinhos. Oliveira foi internado no hospital regional com queimaduras em 60% do corpo. O delegado Eduardo Barcelos, que investiga o caso, informou ter apreendido no local 86 quilos de pólvora, enxofre e outros materiais usados na confecção dos fogos, além de 18 quilos de embalagens.O material foi encaminhado para o quartel do Exército de Ilhéus. Barcelos disse estar esperando a recuperação de Oliveira para saber quem é o proprietário da fábrica."Os vizinhos sentem um certo medo de denunciar o dono", disse o policial.Uma das vizinhas, Rosângela Santos, confirmou que a fábrica funcionava no local há três meses, mas os moradores tinham medo de fazer a denúncia à polícia.Ela agora está preocupada em consertar as rachaduras nas paredes de sua casa e as telhas quebradas na explosão. Segundo o delegado Barcelos, este é o primeiro caso de acidente envolvendo uma fábrica clandestina de fogos artifício este ano em Ilhéus.Mas os acidentes desse tipo são comuns na Bahia, principalmente quando se aproxima o período das festas juninas.A maior tragédia do gênero ocorreu em dezembro de 1998, quando a explosão em um desses estabelecimentos clandestinos matou 59 pessoas e feriu 64, no município de Santo Antonio de Jesus. Até hoje, mais de três anos depois da tragédia, nenhum dos proprietários da fábrica foi punido pelo acidente.

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