Explosão na PF de Manaus deixa 1 morto e 3 feridos

Acidente aconteceu durante perícia em equipamentos apreendidos

Liège Albuquerque, O Estadao de S.Paulo

28 Fevereiro 2009 | 00h00

Uma explosão no laboratório de perícia da Polícia Federal (PF) em Manaus matou ontem o agente Antonio Carlos Oliveira. Outros três peritos ficaram feridos e foram encaminhados em estado grave para o Pronto-Socorro 28 de Agosto, também na capital amazonense. A explosão, que não foi seguida de incêndio, aconteceu "por volta das 17h30 (horário local), durante a realização de perícia técnica em equipamentos apreendidos em uma operação", segundo a PF. Informações extraoficiais, no início da noite de ontem, davam conta que outro dos feridos havia morrido no hospital.Em nota oficial, a PF se limitou a explicar as circunstâncias do acidente e afirmou que a "explosão no laboratório do setor técnico-científico vitimou quatro peritos". Uma morte foi confirmada por agentes federais que estavam no local, logo depois da explosão.De acordo com o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Antônio Dias, os policiais federais estavam trabalhando sozinhos no momento da explosão. O laboratório é normalmente utilizado para análises de drogas e outros materiais apreendidos. Toda a estrutura ficou comprometida, segundo o comandante, e a área precisou ser completamente isolada. Ainda não se sabe que tipo de material os policiais estavam manipulando, mas na área existiam substâncias químicas diversas, algumas inflamáveis.Segundo a repórter do jornal A Crítica Joana Queiroz, que estava dentro da sede da PF, entrevistando um agente para uma reportagem, o barulho foi ensurdecedor. "Foi um corre-corre, pessoas se atropelando e nenhuma informação. Mas pudemos ver pessoas sendo carregadas feridas. O repórter fotográfico fez várias imagens", relatou.PRESOSA carceragem da PF, que fica embaixo do laboratório, abrigava sete presos no momento da explosão. Cerca de duas horas depois do incidente, eles foram transferidos em um micro-ônibus para o Instituto Penal Antônio Trindade. O impacto da explosão afundou o teto do laboratório, mas agentes que estavam no local afirmaram que nenhuma outra parte do prédio da superintendência foi atingida. As Polícias Civil e Federal começaram a apurar ainda ontem as possíveis causas da tragédia.

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