Explosão no Ministério do Esporte mata uma pessoa em Brasília

Funcionários de companhia energética faziam manutenção de geradores na hora do acidente; outro homem teve ferimentos graves

Vannildo Mendes, Estadão

15 Novembro 2012 | 19h13

BRASÍLIA - Uma explosão no subsolo do Ministério do Esporte na tarde desta quinta-feira, 15, matou um funcionário da Companhia Energética de Brasília (CEB) e deixou outro ferido, com queimaduras de segundo grau. A explosão, ocorrida em um dos seis geradores que alimentam a Esplanada dos Ministérios, foi seguida de incêndio, que demorou a ser controlado porque o sistema de combate à propagação de chamas estava inoperante. A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros de Brasília abriram sindicância para apurar as causas do incidente.

Os dois funcionários faziam serviço de manutenção periódica nos geradores quando um deles explodiu. Wilson de Pádua Pires, de 54 anos, foi arremessado a alguns metros com o impacto. Com parada cardiorrespiratória, trauma encefálico e queimaduras graves, ele ainda foi levado com vida ao Hospital de Base, mas não resistiu e morreu pouco após dar entrada e receber os primeiros socorros. José Renan dos Santos, de 53 anos, sofreu queimaduras e foi internado no Hospital Regional da Asa Norte, mas está fora de perigo.

No prédio que sedia o Ministério do Esporte, o Bloco A da Esplanada, funcionam a Secretaria Especial de Igualdade Racial, parte da Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência e repartições de outros dois ministérios. Por causa do incidente, que afetou a distribuição de energia no local, não deve haver expediente nesta sexta-feira no prédio. É possível que alguma outra Pasta seja afetada, uma vez que os geradores atendiam toda a área. Por ser síndico do prédio, o Ministério do Esporte foi notificado para explicar por que o sistema de combate a incêndios estava inoperante.

O major Wesley da Costa, do Corpo de Bombeiros, informou que a sindicância apontará em 30 dias as causas da explosão. Por enquanto nenhuma hipótese está descartada e por isso a Polícia Civil também abriu inquérito para apurar se houve sabotagem ou alguma ação criminosa. Em princípio, as principais hipóteses são de erro operacional ou falha no equipamento.

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