Explosivo encontrado na sede da PF em Manaus será detonado

Material está nas proximidades do laboratório onde ocorreu uma explosão que matou três na última sexta-feira

Agência Brasil,

02 de março de 2009 | 13h40

Quatro explosões controladas vão ocorrer nesta segunda-feira, 2, na sede da Polícia Federal (PF) em Manaus. O objetivo do procedimento é destruir os materiais com potencial explosivo encontrados pelos peritos criminais federais no domingo nas proximidades do laboratório onde aconteceu, na última sexta-feira. Três peritos da PF morreram na explosão.   Veja também: Corpo de perito é enterrado no Recife Diretor-geral da PF não descarta hipótese de atentadoMorre 3º perito vítima de explosão na PF em ManausPF diz não ver indícios de ato provocado em ManausExplosão em laboratório da PF em Manaus mata um e fere três   De acordo com a direção da PF em Manaus, tudo será feito de acordo com as normas internacionais de segurança. As investigações para descobrir as causas da explosão na sede da PF tiveram início no sábado. Sete peritos criminais federais estão responsáveis pelos trabalhos, que ainda não têm prazo para terminar.   Paramédicos e bombeiros estão de prontidão no local para prestar qualquer suporte necessário aos peritos ao longo das investigações.   As atividades da Superintendência da Polícia Federal no Amazonas estão parcialmente suspensas nesta segunda. Documentos como passaporte e de certidão de idoneidade não estão sendo emitidos. A diretoria do órgão trabalha normalmente.   Hipótese   O presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), Octavio Brandão Caldas Netto, disse que a bomba d'água que, a princípio, teria causado a explosão na Superintendência da PF "não teria condições de, sozinha, ter causado a tragédia. "Provavelmente foi outra coisa", disse em entrevista à Agência Brasil.   "Pelas conversas que tive com os colegas que estão no local, as evidências apontam que eles estariam usando uma pequena serra, e não um maçarico, como foi divulgado na mídia", disse Brandão, sobre a possibilidade de os peritos vitimados terem usado maçarico para a abertura da bomba d'água.   "Como não havia testemunhas e os peritos trabalhavam sozinhos, ninguém sabe ainda exatamente o que estava sendo feito na sala", afirmou. Ele disse também que o material explosivo que será detonado estava situado em outra sala, a mais de 10 metros de distância do local.   Brandão demonstrou cautela ao comentar o caso. "Em nossas atividades não podemos pressupor. Dessa forma, correríamos o risco de direcionar as investigações e ignorar vestígios", ressaltou. Os peritos escalados para investigar a explosão já estão coletando material no local. As conclusões dos trabalhos periciais só serão divulgadas após a análise desse material.

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