Exposição na mídia deixa mãe mais tranqüila

Ana Cristina acredita que imprensa impede ''apagar o arquivo''

Vitor Hugo Brandalise, O Estadao de S.Paulo

23 Outubro 2008 | 00h00

Toda a repercussão midiática do caso Eloá, na avaliação da família da adolescente, pode ajudar na defesa do seu pai, Everaldo Pereira dos Santos, acusado pela polícia de Alagoas de participar do assassinato do delegado Ricardo Lessa, irmão do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), em 1991, e de outros crimes. "Agora eles podem se defender sem medo. Com toda a imprensa em cima, fica mais difícil que alguém queira simplesmente ?apagar o arquivo?. Foi o que a Ana Cristina (mãe de Eloá e mulher de Everaldo), mesmo muito arrasada, concluiu", disse a agente comunitária Simone Duarte, de 33 anos. Durante o seqüestro, foi Simone quem abrigou a família de Eloá. A Polícia Civil de Alagoas considera Santos um arquivo vivo e teme por sua vida. Segundo Simone, nas poucas palavras que trocaram sobre o assunto, Ana Cristina se mostrou "arrasada, sem chão". "Ela deixou bem claro que ele é inocente, mas agora está com medo de ser ameaçada." Temendo ser descoberto, Santos não foi ao enterro da filha. Segundo Simone, a identidade de Everaldo era ignorada pelos vizinhos. "Ninguém aqui sabia. Isso era outra coisa que preocupava a Ana Cristina. Ela achou que todos deixariam de confiar nela", afirmou. "Mas estamos ao lado deles, acreditamos na inocência do Aldo (Everaldo)", completou.

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