Exposições marcam restauro do Museu de Zoologia da USP

No topo da fachada do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP), no Ipiranga, corujas, garças, borboletas, besouros, esquilos, lagostas e caranguejos foram redescobertos. São figuras de cerâmica que estavam escondidas atrás de canos de água. As imagens foram encontradas durante a primeira etapa do trabalho de restauração da parte externa do prédio. "Há figuras belíssimas, cheias de cores e feitas em relevo. Nós descobrimos ainda que essas formas vieram de moldes que estavam guardados dentro do museu", afirma Mirian David Marques, diretora de Difusão Cultural. Os moldes, que haviam recebido camadas de tinta, também passaram por um restauro e agora fazem parte do acervo. Para permitir ao público observar esses detalhes, a direção do museu decidiu registrá-los. "Nós chamamos o fotógrafo da USP Wagner de Souza e Silva, que é especialista nesse tipo de documentação." Também os moldes foram retratados. Vinte e quatro dessas fotos foram selecionadas e hoje compõem a coletânea A Zoologia na Arquitetura, que faz parte da primeira mostra da Galeria de Exposições Temporárias do Museu de Zoologia. O espaço, que está sendo inaugurado hoje, foi criado com a finalidade de expandir as atividades da instituição. Ao lado dessas imagens, estão outras 25 captadas pelo fotógrafo Ronaldo Aguiar, que retratam cenas e detalhes da instituição e formam a exposição Revelando Bastidores. As mostras podem ser vistas de terça a domingo, das 10 às 17 horas. A inauguração da galeria também marca o fim da primeira etapa de restauração do prédio, que teve recuperadas as fachadas da Avenida Nazaré e Rua Padre Marchetti. O trabalho durou dez meses - cinco a mais que o previsto. "As paredes externas estavam muito deterioradas. Então, durante a limpeza, alguns pedaços despencaram e foi necessário colocar um revestimento para dar sustentação, de forma que não se mudasse a estrutura original", explica a diretora. Por isso, o serviço atrasou. De acordo com Mirian, curadora do evento ao lado de Carlos Roberto Brandão, diretor do museu, a intenção é trazer novos temas a cada quatro meses. Ela adianta que projetos de exposições de arte fóssil, ilustrações em zoologia e pequenos animais estão sendo estudados. O museu ainda conta com a exposição Pesquisa em Zoologia: a Biodiversidade sob o Olhar do Zoólogo, que ocorre desde setembro de 2002, quando o prédio foi reaberto ao público. Até hoje, já recebeu 70 mil visitantes.

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