Expressas da Castelo ganham pedágio

A partir de dezembro, praças vão operar em paralelo às marginais

Felipe Grandin, O Estadao de S.Paulo

18 de junho de 2009 | 00h00

A partir de dezembro, todos os motoristas que passarem pela Rodovia Castelo Branco pagarão pedágio na altura do km 18, em Osasco, sentido interior, e no km 20, em Barueri, sentido capital. Atualmente, a cobrança é feita apenas nas marginais, mas será estendida para as pistas expressas, por onde rodam 120 mil automóveis diariamente, em média.O valor da tarifa, em compensação, cairá de R$ 6,30 para R$ 2,70. Também será reduzido o pedágio de quem vai para o interior. No posto do km 33, em Itapevi, o preço cairá de R$ 10,80 para R$ 5,40. A cobrança começará após a conclusão das obras de melhoria do acesso à rodovia. O projeto inclui a construção de outra ponte no Cebolão, de novas pistas em um trecho da Marginal do Tietê e a ampliação do trevo para Jandira. A proposta foi autorizada pela Agência de Transporte do Estado (Artesp) como compensação pelo investimento feito pela Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) - que explora as concessões da Castelo (ViaOeste) e da Anhanguera-Bandeirantes (Autoban). A concessionária estima gastar R$ 179 milhões na ampliação e R$ 63 milhões em praças de coleta. A área de concessão da empresa também foi estendida para abarcar parte das Marginais do Tietê e do Pinheiros.Apesar do novo pedágio, pode restar dívida para o Estado. Segundo a Artesp, as mudanças cobrem os custos da concessionária, mas a ViaOeste discorda. A empresa afirma que espera receita extra de R$ 197 milhões até o fim do contrato, em dezembro de 2022. E que restaria, portanto, diferença de R$ 45 milhões em relação ao investido. "Somos credores da Artesp", diz Francisco Mendes de Moraes Neto, diretor da ViaOeste. "Considerando investimentos e tarifas, houve desequilíbrio financeiro." Para não aumentar o preço do pedágio, uma das formas de pagar a diferença seria aumentar o prazo do contrato. Mas isso já foi feito 2006, quando foi ampliado em 4 anos e 9 meses. Outra possibilidade é reduzir a outorga - valor pago pela empresa anualmente para manter a concessão. "Acredito que será a forma escolhida, pois não há impacto para os usuários", disse Moraes Neto. A Artesp afirmou, em nota, que "o projeto não criará desequilíbrio financeiro" e que "não haverá comprometimento da outorga devida ao Estado".Quando as pistas marginais foram inauguradas, em 2001, com pedágio, houve resistência de usuários e contestação judicial. Segundo a Artesp, porém, pesquisas mostram que os usuários da Castelo estariam dispostos a pagar por um melhor acesso à rodovia.

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