Expropriação da Petrobras e submissão de Lula criou insegurança para investidor, diz Alckmin

O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira que a disputa travada entre Bolívia e Brasil na questão das reservas de gás natural do país vizinho criou uma "insegurança jurídica em toda a América Latina" e uma desconfiança para o investidor estrangeiro na região. Em entrevista concedida à rádio CBN, ele disse que a postura do presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, na polêmica disputa, que envolve a Petrobras, foi "dúbia e submissa"."Quando houve a expropriação dos ativos da Petrobras, o governo do Brasil tinha que ter, de cara, recriminado", comentou Alckmin, acrescentando que o País deveria recorrer à Corte Internacional, exigindo o cumprimento dos contratos estabelecidos. "Isso cria uma insegurança na região. Quem vai investir na América Latina? Eu vou pôr US$ 1 bilhão, US$ 2 bilhões e amanhã me expropriam, amanhã não respeitam contrato", exemplificou.De acordo com Alckmin, os bolivianos só estão esperando o pleito no Brasil para tomar a Petrobras e a principal conseqüência para o País será o aumento do gás. "Deixa passar a eleição. Passou a eleição, tomam a Petrobras, não vão pagar nada, já disseram que a Petrobras teve lucro e não precisam pagar, o governo é mole e mais: vai aumentar a conta do gás. Tudo o que eles querem é aumentar o preço do gás e quem vai pagar a conta é o taxista, a dona de casa e o condutor."Segundo Alckmin, a saída para o Brasil é deixar claro que o País não é como a Bolívia, que "estaria dando um tiro no próprio pé" para futuros investimentos, e ter um presidente que aja com firmeza. Para o candidato do PSDB, em outros países da região a reação à Bolívia seria mais dura. "O que faz o presidente (Néstor) Kirchner na Argentina? Ele defende o trabalhador argentino. O que faz o presidente da China quando inunda o Brasil de produto chinês, tirando nosso emprego aqui dentro? Ele está defendendo o trabalhador chinês", avaliou. "O presidente do Brasil tem o dever de defender o Brasil e defender o trabalho e o emprego no Brasil. O Lula coloca na frente do interesse do Brasil o interesse dos companheiros, dos amigos, ideológico, partidário. Esse é o fato", acrescentou.

Agencia Estado,

21 de setembro de 2006 | 12h04

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