Extração ilegal de palmito teria motivado chacina em SP

A exploração ilegal de palmitos pode ter motivado a chacina que ocorreu no dia 7 de outubro do ano passado em Bananal - município localizado no Vale do Paraíba, perto do Estado do Rio deJaneiro -, quando uma família foi morta a golpes de faca e foice.O caso ganhou repercurssão pela forma como forameliminadas as vítimas e porque o acusado de ser o mandante, João Vitório de Almeida, de 42 anos, conhecido com ´Mata sete´, foi apontado pelos moradores daquela região como um dos maiores exploradores ilegais de palmito.O lavrador Reginaldo Silva de Oliveira, de 22 anos, a mulher dele, Fabiana Cristina da Costa Fabiano, de 20, e os filhos, Giovane da Costa Oliveira, de 4 e Jean da Costa Oliveira, de 11 meses, foram mortos no sítio onde moravam - na zona rural - numa localidade conhecida por Sertãodos Coqueiros.A morte ocorreu depois que os Oliveira ameaçaram denunciar Almeida ao Ibama por causa da exploração ilegal de palmitos. A equipe do delegado-assistente Arli Antônio Reginaldo, da 2ª Delegacia do Patrimônio do Departamento de Investigaçõessobre o Crime Organizado (Deic), passou 15 dias em Bananal trabalhando com a polícia local e descobriu o autor do crime, que foi preso.Edi Carlos Pereira Nascimento, de 23 anos, conhecido por ´Paulistinha´, foi localizado porque, durante as investigações, os policiais identificaram o homem que costumava dizer aos moradores da cidade que era ´bandido´ e´matador´.Ao verificarem a ficha policial do acusado descobriran que ele cumprira pena por roubo e era procurado por um homicídio que teria cometido no município de Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, onde mora com a mãe. Depois depreso, Nascimento confessou o crime e disse que recebeu R$ 2 mil para matar a família.Segundo Nascimento, ele matou ospais e perguntou a Almeida - que está foragido e também teria participado do crime - se pouparia a vida das crianças, mas Almeida teria dito para matá-las porque o garoto de 4 anos poderia reconhecê-los. O crime foi cometido durante à noite, o que facilitou a ação dos matadores porque o sítio onde morava a família localiza-se numa região afastada do município e poucohabitada.

Agencia Estado,

11 de fevereiro de 2003 | 22h33

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