Extradição de bicheiro preso no Uruguai pode demorar 60 dias

A extradição do bicheiro João Arcanjo Ribeiro, acusado de chefiar o crime organizado em Mato Grosso, pode demorar 60 dias. Arcanjo foi preso na última quinta-feira, no Uruguai, com sua mulher, Sílvia Shirata, e o segurança particular, Antônio Carlos Aidar. O delegado Armando de Assis Possa, coordenador geral da Interpol no Brasil, e os procuradores da República Guilherme Schelb e Pedro Taques se reúnem hoje com autoridades uruguaias para negociar a extradição do bicheiro por meio de um pedido de prisão preventiva. De acordo com autoridades brasileiras, a prisão de Arcanjo estaria sendo explorada por potenciais candidatos à sucessão do presidente uruguaio Jorge Battle. Arcanjo responde a processos na Justiça Federal por homicídio, formação de quadrilha, contrabando, lavagem de dinheiro e porte ilegal de armas. Contra ele existem quatro mandados de prisão.No Uruguai o bicheiro brasileiro deverá responder processo por crime de falsidade ideológica. Ele é acusado de entrar no país com passaporte e identidade falsos. Arcanjo usava o nome de Alexandre Juvenile na prisão e teria tentado subornar o policial que o prendeu, oferecendo US$ 150 mil.O governo do Uruguai estuda a possibilidade de trocar o bicheiro Arcanjo, pelo uruguaio Adolfo Gil, preso em Florianópolis (SC). A Polícia Federal aprova a troca. Só falta decidir o instrumento jurídico que permitiria a rápida expulsão de Arcanjo do Uruguai.

Agencia Estado,

14 de abril de 2003 | 15h54

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