Força Aérea Brasileira afirma que aviões não correram risco de bater

Órgão explica que distância mínima entre aeronaves da Azul e da Gol foi de 4 km, mas admite que o ideal seria afastamento maior

O Estado de S. Paulo

30 de junho de 2015 | 16h01

SÃO PAULO - A Força Aérea Brasileira (FAB) informou nesta terça-feira, 30, que não houve risco de colisão entre um avião da Azul e um da Gol que passaram muito próximos sobre o Estado da Bahia no domingo, 28. Segundo a FAB, a análise das imagens do radar de controle do tráfego aéreo apontou que a distância mínima entre os aviões foi de cerca de 4 quilômetros lateralmente, "o que não representou risco para as aeronaves."

O espaço aéreo é dividido em aerovias, como se fossem avenidas, uma em cima da outra, e em cada uma delas passa um avião. A distância entre os dois aviões na ocorrência de domingo, cada um em sua avenida, era de apenas 60 metros, mas a distância horizontal entre eles era de quatro quilômetros.

A FAB, no entanto, explicou que, naquela situação, o ideal é que a distância entre elas fosse de ao menos 9 km, como recomendado pelas autoridades aeronáuticas para preservar a segurança no ar.

Conforme previsto em normas do Sistema de Controle do Espaço Aéreo, o controlador de tráfego aéreo envolvido foi afastado preventivamente das funções operacionais até a conclusão da investigação. Segundo a FAB, o militar também passará por avaliações médicas e psicológicas, além de uma reciclagem operacional. "Tais medidas têm o objetivo de garantir a segurança do controle do tráfego aéreo", afirmou o órgão.

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