FAB cancela avião para comitiva e imprensa

Visita ao Brasil inclui uma das maiores delegações já levadas pelo Vaticano, que não esconde sua insatisfação com governo

Jamil Chade / CIDADE DO VATICANO,

19 Julho 2013 | 22h59

Após as discussões sobre o roteiro de Francisco no Brasil, a Força Aérea Brasileira cancelou um avião que havia prometido para o Vaticano para que pudesse, na quarta-feira, levar parte da delegação e jornalistas internacionais do Rio até Aparecida. Para realizar o trajeto, o Vaticano foi obrigado a contratar quatro ônibus e os organizadores da viagem não escondiam ontem sua insatisfação. 

 

Durante a visita de Bento XVI ao Brasil, em 2007, o governo forneceu um Hércules da FAB para fazer o trajeto entre Aparecida e São Paulo. Desta vez, faltando menos de uma semana para o evento, a Santa Sé foi informada que o avião prometido havia sido cancelado, ainda que o jato do papa esteja garantido. O Vaticano não detalhou as explicações do governo.

 

Francisco chega ao Brasil na segunda-feira com uma das maiores delegações já levadas pelo Vaticano em uma viagem de um pontífice. Serão 29 integrantes, além de 69 jornalistas de todo o mundo. 

 

O recorde de presença da imprensa no avião papal foi de 74 jornalistas, no pontificado de João Paulo II. Uma viagem tradicional do papa tem cerca de 50 jornalistas. Mas, diante da procura, as vagas foram ampliadas desta vez. Cada interessado foi obrigado a pagar  5,5 mil para estar no voo, o que garantiu à Alitalia mais de R$ 1 milhão apenas dos jornalistas. 

 

No total, 105 pessoas estarão a bordo de um avião 330 da Alitalia. E a simplicidade se limita ao papa: o Vaticano continuará exigindo de jornalistas e da delegação um rigor absoluto nos trajes dentro do avião. Para os homens, terno escuro e gravata. 

 

E isso seguirá durante as 12 horas de voo, mas também em todas as agendas no Brasil. Para as mulheres, ainda há uma recomendação clara: não entrem no avião com “roupa que se usaria em Copacabana”.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.