Cel Hebmuller/FAB
Cel Hebmuller/FAB

FAB intercepta avião com 465 quilos de cocaína em Mato Grosso do Sul

Aeronáutica detectou voo clandestino que seguia em direção ao interior de São Paulo. Piloto foi preso sob acusação de tráfico de drogas

Roberto Godoy, O Estado de S.Paulo

21 de março de 2022 | 13h18

Dois aviões de ataque A-29 Super Tucano, da Força Aérea Brasileira (FAB), executaram na madrugada de domingo, 20, no espaço aéreo de Mato Grosso do Sul, a interceptação armada de uma aeronave Piper P-34 Sêneca que fazia um voo clandestino rumo ao interior de São Paulo. A bordo do bimotor, conduzido pelos A-29 para o aeroporto de Campo Grande, havia 465 quilos de pasta de cocaína

A droga, avaliada em US$ 350 mil, foi apreendida pela Polícia Federal (PF). O piloto está preso sob acusação de tráfico. O Sêneca entrou no território controlado pela aviação militar vindo da linha da fronteira Bolivia-Paraguai. Não tinha identificação e estava sem plano de voo. Rastreado pelos radares de controle do tráfego e defesa, não respondeu aos chamados de rádio-comunicação. 

Nessa condição passou a ser considerado intruso. Os dois Super Tucano, integrantes do Esquadrão Flecha, da base da FAB em Campo Grande, foram então acionados para a missão de interceptação. Um grande jato E-99M, do Esquadrão Guardião acompanhou a operação para vigiar a zona de atividade com sensores eletrônicos e coordenar os aviões de combate.

Quando o P-34 foi alcançado, os pilotos militares cumpriram diversos procedimentos de abordagem considerando a possibilidade de o silêncio de rádio ser consequência de uma falha no equipamento. O protocolo, para compelir o piloto interceptado a tomar o rumo determinado pelos interceptadores, obedece várias etapas -- tentativas de contato por frequências de emergência, sinalização visual, indução de direção -- e pode chegar ao recurso do tiro de advertência, quando são feitos disparos com as metralhadoras .50 do A-29 na frente da aeronave irregular.

Depois disso, se o intruso continuar ignorando as indicações, será abatido. No domingo, "não houve risco de uma medida extrema; o piloto do voo ilícito cumpriu as ordens de pronto", disse um agente da Polícia Federal envolvido na ocorrência.

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