FAB investiga circunstâncias de falha no Cindacta-4

Apesar de ter reconhecido que a pane no Cindacta-4, em Manaus, na noite de sexta-feira foi ocasionada por imperícia do sargento eletricista, quando fazia a inspeção no sistema, a Força Aérea Brasileira (FAB) ainda investiga as circunstâncias do acidente. Quer saber, por exemplo, por que o restabelecimento de energia demorou quase duas horas, quando poderia ter sido feito com a simples substituição de baterias. O diretor do Departamento de Controle do Espaço Aéreo, brigadeiro Ramon Cardoso, negou que tenha havido risco para os passageiros porque os aviões voltaram para seus pontos de origem, sem entrar na área onde havia problemas de comunicação. E desmentiu que o Cindacta-4 tenha equipamentos "velhos ou sucateados", como denunciam controladores de vôo. Ramon disse que eles foram instalados em 2002 e têm vida útil de 15 anos. O presidente do Centro de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, brigadeiro Jorge Kersul Filho, criticou a Polícia Federal e outros órgãos que, no acidente da Gol e agora no da TAM, estão exigindo a entrega dos dados obtidos pelo comissão que investiga os desastres. "Essas atitudes colocam em risco toda a segurança da investigação." Ele defende que o Congresso aprove uma lei que proteja informações e depoimentos de envolvidos em acidentes.

Tânia Monteiro, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

07 Julho 2025 | 00h00

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