FAB investiga torre de celular em acidente de Roraima

A Aeronáutica concluiu preliminarmente que o mau tempo foi a causa do acidente que derrubou um avião Super Tucano da Força Aérea Brasileira (FAB) num bairro de Boa Vista (RR), na última quarta-feira, 4. Mas a torre de telefonia móvel de 60 metros, onde a aeronave colidiu antes de cair, não constava nos procedimentos de vôo que comandavam a operação de pouso e decolagem das aeronaves da FAB. O acidente aéreo ocorreu por volta de 14h30 da última quarta-feira, 4, durante forte temporal em Boa Vista. Um avião chocou-se contra a torre de telefonia provocando a morte do 2º tenente aviador Fernando Wilmers de Medeiros, 25. Ao mesmo tempo, outras três aeronaves tiveram que fazer pouso forçado em pontos diferentes do Estado. O esquadrão, formado por oito aviões, vinha de Manaus (AM). O comandante do Destacamento do Espaço Aéreo de Boa Vista, tenente Silvio Guerreiro, confirmou que a antena não está localizada nos procedimentos repassados aos pilotos, apesar de ter sido construída há mais de dois anos. Segundo ele, a comissão que investiga as causas do acidente descarta a posição da torre como causa da queda do avião, mas avalia se a construção está em conformidade com as normas de segurança de pousos e decolagens. Autorização para pouso A Base Aérea de Boa Vista tem duas pistas de pousos e decolagens, ambas dimensionadas para atender a condições de pouca visibilidade. Em 90% dos procedimentos, explica Guerreiro, os pilotos usam a de número oito, mas minutos antes do acidente, o Esquadrão Escorpião recebeu autorização para pousar na pista 26, justamente aquela mais próxima da antena. Voando em formação, com visibilidade prejudicada e desconhecendo a existência da torre, os pilotos não conseguiram evitar a colisão. "Preliminarmente, podemos afirmar que o mau tempo, completamente inusitado, foi a causa do acidente. As aeronaves aproximaram-se juntas, houve perda de contato e de visibilidade entre elas, o que resultou na queda", afirma o comandante. Por quarenta minutos, especialistas que investigam o acidente realizaram nesta manhã um sobrevôo para inspecionar os procedimentos adotados pelos pilotos no momento do acidente, mas a Aeronáutica não informou a conclusão dos peritos. No início desta tarde, um avião laboratório da FAB realizou manobras para inspecionar os equipamentos de navegação de controle do espaço aéreo roraimense e não encontrou nenhuma falha. A Aeronáutica ainda não calculou o prejuízo. Guerreiro afirma que o valor só será informado com a conclusão do laudo, previsto para ficar pronto em 90 dias. Além do avião que caiu, outras três aeronaves podem ter sido avariadas, durante os pousos de emergência que fizeram na área rural de Boa Vista e em municípios próximos à capital. Nota da TIM sobre torre Em nota, a TIM informou que as normas de segurança em relação ao funcionamento da torre foram cumpridas e estão em conformidade com o 7º Sétimo Comando Aéreo Regional (Comar) e com o alvará de licença para construção concedido pela Prefeitura de Boa Vista. A empresa esclareceu ainda que em função da colisão do Super Tucano com a torre localizada na Rua Mamoeiro, Qd. 531, lote 436, Bairro Caçari, seus serviços em Boa Vista (RR) foram parcialmente afetados (código de área 95). A empresa informa que está tomando todas as providências necessárias para o restabelecimento do serviço.

Agencia Estado,

05 Abril 2007 | 20h37

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