FABIO MOTTA/ESTADAO
FABIO MOTTA/ESTADAO

FAB recebe R$140 milhões para instalar radares contra tráfico nas fronteiras

Equipamentos serão usados para monitorar áreas consideradas cegas no Mato Grosso do Sul

Larissa Lima, especial para o Estado

27 Novembro 2018 | 15h36

BRASÍLIA - O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, e o comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar, Nivaldo Luiz Rossato, firmaram nesta terça-feira, 27, parceria que destina R$ 140 milhões à Força Aérea Brasileira (FAB). Os recursos serão investidos em aquisição e instalação três de radares nas fronteiras do Brasil com Paraguai e Bolívia em operações contra drogas, armas e todo tipo de contrabando.

Na avaliação do ministro, a fronteira será definitivamente fechada. "A partir de agora, nós estamos reduzindo por via área a possibilidade de que armas e drogas cheguem às nossas cidades e aumentem o medo, a violência e a força das facções criminosas", disse Jungmann.

De acordo com o comandante da FAB, Nivaldo Rossato, os equipamentos vão suprir falhas na cobertura em baixas altitudes em Corumbá, Ponta Porã e Porto Murtinho, cidades do Mato Grosso do Sul. A região é a que mais recebe a entrada de aeronaves ilegais.

Atualmente, essas áreas classificadas como pontos cegos  são monitoradas por aeronaves cuja manutenção e operação anuais custam em torno de R$ 140 milhões. Os radares serão adquiridos pelo mesmo valor e têm vida útil de 20 anos.

O contrato com a empresa responsável será assinado em dezembro. Os radares vão começar a operar a partir do ano que vem. O repasse tem como origem projeto que destina ao Ministério da Defesa o valor de R$ 140 milhões (PLN 36/2018), aprovado no dia 13 pelo Congresso Nacional. 

O próximo passo da FAB será a contratação de radares móveis, que segundo o comandante, garantem o efeito surpresa, o que beneficia a operação.

O ministro anunciou ainda que na próxima sexta-feira, 30, será feito repasse de R$ 20 milhões para a Marinha. O convênio visa o monitoramento e apreensão de drogas em todo o litoral do Rio de Janeiro.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.