Marcio Fernandes/AE
Marcio Fernandes/AE

Fábrica de hóstia produz 50% mais

Desde o começo do mês, são feitas 30 mil por dia

Adriana Ferraz ENVIADA ESPECIAL / APARECIDA,

20 Julho 2013 | 18h15

Produção em escala, e em ritmo acelerado. A visita do papa Francisco ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida, na próxima quarta-feira, aumentou o trabalho de Elaine Ribeiro Queiroz, Regina Luz e da irmã Maria Alice da Silva, as responsáveis pela fabricação das hóstias distribuídas nas missas celebradas na basílica. Desde o início do mês, elas passaram a fabricar 30 mil hóstias por dia - uma alta de 50%. 

 

A receita é o passo mais fácil da produção. As hóstias levam apenas farinha de trigo e água. Depois de preparada, a massa é assada a 280ºC, armazenada e posteriormente cortada. São três tamanhos oficiais: P, G e GG. As primeiras são comungadas pelos fiéis; as intermediárias, usadas pelos padres na consagração ou oferecidas aos bispos; e as maiores, confeccionadas apenas para eventos especiais, que reúnem multidões e, claro, para a visita de um papa.

 

Já prontas, as hóstias ainda passam por um processo de seleção. “Muitas se quebram durante o processo, por isso, é preciso fazer uma peneira para deixar somente as que estão perfeitas”, conta Regina, que vive com orgulho a experiência de alimentar espiritualmente o pontífice. “É uma sensação muito gostosa saber que o papa vai consagrar uma hóstia feita por nós”, afirma.

 

Turno. Na “sala das hóstias”, a escala de trabalho é pesada. O turno começa às 7 horas e segue apertado até as 17 horas, de segunda a sexta-feira. “Se não começarmos cedo, não dá tempo. Em média, são 20 mil hóstias distribuídas todos os dias na basílica. Para a missa do papa, temos de deixar 200 mil prontas”, diz Elaine. A maior parte delas já estará consagrada no dia da visita de Francisco.

 

Como qualquer alimento, a eucaristia tem prazo de validade. São seis meses, segundo Regina. As hóstias ficam armazenadas em sacos com mil unidades, mas acabam consumidas em, no máximo, dois meses. O material que sobra é distribuído para instituições de caridade ajudadas pelo santuário e vira pão, bolo e pizza. “Há ainda quem use como base de canapés, com patês. Fica muito gostoso”, diz a irmã Alice, que é devota de São Francisco de Assis, como o papa. “Vou madrugar para poder estar perto dele na igreja. Não é todo dia que temos a oportunidade de receber Francisco em nossa comunidade.”

 

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