Fábrica de moedas falsas - um negócio em família

O Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) de São Paulo estourou, nesta sexta-feira à tarde, uma fábrica de moedas falsas com capacidade para produzir até 40 mil moedas de R$ 1,00 por dia. A polícia estima que a fábrica colocasse R$ 1,2 milhão em dinheiro falso nas ruas do Estado por mês. Três pessoas foram presas, incluindo o ex-empresário Hugo Costa Siqueira, de 67 anos, detido em flagrante com o filho, Maurício da Costa Siqueira, de 22, e o empregado Márcio Rogério Feres Sampaio, de 24, por volta das 13 horas, em um galpão da Rua Periperi, na Capela do Socorro, zona sul. Em cinco horas de trabalho, o trio já havia fabricado 3 mil moedas. O dinheiro falso, assim como as duas prensas e a matéria-prima ? aço inoxidável ? foram apreendidos. Nenhum dos três presos ofereceu resistência. De rosto erguido, Siqueira confessou aos policiais e aos jornalistas ser o dono do negócio ilícito. ?Não sou o único. Existem pelo menos 50 pessoas na capital que falsificam moedas. A coisa mais difícil é você receber moeda de R$ 1,00 verdadeira. Algumas falsificações são grotescas, mas a minha não. Dou nota 8 pras minhas moedas, são quase perfeitas?, disse. Ele chegou ainda a dar dicas para identificação de dinheiro original. A primeira é verificar se é magnético ? quando atraído pelo ímã. Outra pista é observar se a data de fabricação abaixo do valor não vaza para o outro lado da moeda. Se isso ocorrer, é falso. Siqueira relatou que está no ramo da falsificação de dinheiro há apenas três meses. O delegado Alberto Pereira Matheus Júnior, da Delegacia de Roubo a Bancos, contesta. ?Estamos investigando a quadrilha desde fevereiro. Acreditamos que o trio esteja ligado a outras pessoas?, afirmou. Os três vão responder por falsificação de dinheiro e podem pegar de 3 a 12 anos de reclusão.

Agencia Estado,

06 Junho 2003 | 23h20

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