Ascom Prefeitura de Rio Branco
Ascom Prefeitura de Rio Branco

Facção comanda série de ataques no Acre; governo aciona Exército e PF

Quatro pontos foram incendiados na última noite; segundo a polícia, ação é em represália à morte de um jovem que integrava o grupo de criminosos

Itaan Arruda, Especial para O Estado

17 de agosto de 2016 | 16h46
Atualizado 17 de agosto de 2016 | 17h42

RIO BRANCO - O Governo do Acre acionou o Exército e a Polícia Federal para se juntar à Polícia Militar e à Polícia Civil no combate à facção criminosa que provocou uma noite de terror em Rio Branco, capital do Estado, na madrugada desta quarta-feira, 17. Ao todo, foram tentadas ações criminosas em 11 pontos. Em quatro, a facção efetivamente conseguiu incendiar a sede do Patrimônio Histórico de Rio Branco; uma delegacia; o Clube dos Oficiais dos Bombeiros e uma colheitadeira de arroz (esta no interior, no município de Sena Madureira).

A ordem para a sequência de atos de terror partiu de dentro do presídio estadual Francisco D'Oliveira Conde onde uma facção criminosa regional mantém o controle de parte do tráfico e dá ordem para assassinatos no Acre. "Existe a possibilidade de transferência de presos", afirmou o secretário de Estado de Segurança Pública, Emylson Farias. "A ação integrada com forças federais será forte e dentro da lei. Acima da lei, aqui no Acre, nada é permitido e nada será permitido. A resposta será dura".

Na manhã desta quarta-feira, três pessoas envolvidas com os crimes foram presas. Com elas, 115 quilos de maconha foram apreendidos.

A sequência de ações, afirma a polícia, é represália em decorrência da morte de um jovem que integrava a facção criminosa. A morte ocorreu na tarde de terça-feira, 16, após o rapaz tentar fugir durante um assalto a uma residência na periferia de Rio Branco.

Reação. A morte do assaltante já foi uma resposta da polícia. Um dia antes, o cabo da PM Alexandro Aparecido dos Santos, de 36 anos, foi assassinado durante uma abordagem de rotina na periferia de Rio Branco. Um jovem reagiu de forma violenta, tomou a arma do policial e atirou no pescoço. 

Nas redes sociais, um áudio supostamente feito por um dos líderes de facção criminosa dentro do presídio enaltece o assassinato do policial. O áudio repercutiu rapidamente na corporação e criou um clima de nervosismo.

A reação da PM tem respaldo do próprio comando. Em uma rede social, o sub-comandante da PM do Acre, Ulisses Araújo foi direto. "Não vamos deixar de graça. O bem vence o mal. 'Servir e proteger' significa também usar a força necessária para enfrentar situações que colocam em risco a integridade física de qualquer cidadão de bem acreano e qualquer integrante das forças de segurança pública".

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.