Faculdades de São Paulo dispensam alunos

O medo provocado por notícias e, principalmente, boatos de novos ataques comandados pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) fizeram com que as instituições dispensassem seus alunos na noite desta quarta-feira. Nas faculdades de Direito e de Economia e Administração da PUC de São Paulo os alunos foram dospensados. Nas outras faculdades da universidade, algumas turmas foram sendo dispensadas pelos professores, mas sem uma orientação oficial. Alunos de outras faculdades da capital relataram ao Estadão.com.br que professores também dispensaram alunos, embora as instituições não tenham feito nenhuma recomendação oficial nesse sentido. As informações, não confirmadas, sobre novos ataques do PCC começaram a chegar por telefonemas de celulares a alunos, que, por precaução, começaram a ir embora por conta própria."O bedel entrou na sala e disse que o prédio estava sendo evacuado", conta a estudante de Publicidade da Faculdade Cásper Líbero Soraia Tetamanti, de 20 anos. Segundo ela, quando os alunos desceram para a Avenida Paulista, onde fica a instituição, as grades da faculdade já começavam a ser fechadas. Cinco viaturas da polícia militar estavam do lado de fora. Na Universidade Mackenzie, as aulas foram também interrompidas de repente por volta das 22 horas. Não houve um pedido oficial da direção. "Os alunos, por iniciativa própria, começaram a ir embora e os professores concordaram. A noite toda foi cheia de boatos", diz a estudante de Desenho Industrial Camila Muffo, de 27 anos. Segundo ela, o prédio ficou vazio em poucos minutos.A Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) também não dispensou os alunos oficialmente, mas metade dos estudantes já havia deixado o prédio em Perdizes, na zona oeste, às 21h30. "Minha professora disse que a reitoria não tinha liberado, então ficamos até o fim", contou a aluna do curso de História Larissa Anne, de 18 anos, que mora em Osasco e temia a volta para a casa. "Os alunos dependem de ônibus e começaram a ficar preocupados, mas ninguém sabia o que estava acontecendo", disse o professor da PUC-SP Marcos Carvalho. A Universidade Anhembi Morumbi também liberou seus alunos, temendo novos ataques.O Centro de Operações do Corpo de Bombeiros (Cobom) já confirmou quatro novos ataques a ônibus na cidade. Os veículos foram incendiados.A volta dos ataques teria sido tomada pela reação violenta da polícia aos ataques. Segundo o último balanço divulgado pela Secretaria de Segurança Pública, 93 supostos suspeitos, incluindo parentes de presos, foram mortos deste sexta-feira. Na tarde de ontem, esse número era de 71.

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