Fala de Lula é defesa da impunidade, diz Alckmin

A insinuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de que há um clima de golpismo na oposição, foi interpretada pelo candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, como uma defesa da impunidade. "Não há nenhum golpismo. Aliás, o Collor caiu por muito menos", disse o presidenciável tucano, se referindo ao ex-presidente Fernando Collor de Melo (1990-1992), que foi acusado de corrupção e sofreu um processo de impeachment. "Não há nenhum golpismo, agora ele (Lula) não pode querer impunidade", insistiu Alckmin, durante uma atividade de campanha pela manhã em Belo Horizonte. "Impunidade não, porque impunidade é a mãe da corrupção". Lula, candidato à reeleição, disse na quinta-feira, em discurso para prefeitos, que seus opositores têm buscado "outros meios" para retirá-lo do poder e afirmou que "tem gente neste País que ainda não aprendeu a viver na democracia".A insinuação contra os adversários, em meio ao escândalo do envolvimento de petistas na compra de um dossiê contra tucanos, também foi criticada pelo governador de Minas, Aécio Neves (PSDB). "Acredito que isto seja o recado para os seus aliados, porque se alguém está querendo tirá-lo efetivamente do poder são aqueles que ele colocou em cargos públicos, e que não honraram esses cargos públicos".O governador mineiro observou que "ninguém mais" do que o presidente é responsável pela montagem de seu governo. "E os mais graves problemas que o governo do presidente Lula vem vivendo ao longo dos últimos anos não surgiram no campo da oposição, surgiram do núcleo do seu governo. E não é do setor periférico do governo não, é o núcleo mais duro do seu governo", destacou.Numa alusão ao futebol, lembrou as baixas no primeiro escalão do atual governo diante dos sucessivos escândalos. Para ele, "Lula já está jogando quase com o terceiro time". O primeiro caiu, o segundo já está caindo e com quem ele vai governar?", questionou.Alckmin voltou a cobrar do governo e do Ministério da Justiça explicações sobre a origem do dinheiro que seria usado para pagar o dossiê contra os candidatos do PSDB e a revelação de "quem mais está por trás de tudo isso". "Até agora não foi explicado quem era o dono desse dinheiro, quem são os donos das contas bancárias, como é que o dólar entrou no País".

Agencia Estado,

23 de setembro de 2006 | 13h47

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