Falar ao celular em presídios do Rio ficará mais difícil

Um dia antes de o Ministério Público do Estado entrar com uma ação civil pública contra cinco operadoras de telefonia móvel, as empresas assinaram nesta segunda-feira um termo em que garantem tomar, até o início do ano, todas as medidas necessárias para impedir a comunicação por celular dentro dos presídios Bangu I, II, III e IV. Embora as unidades tenham um sistema de bloqueio, o equipamento funciona de forma irregular por causa das antenas das operadoras situadas no entorno (500 metros) do complexo penitenciário de Bangu.O cumprimento do acordo não acaba com a vulnerabilidade do complexo, pois apenas quatro das 17 unidades que o compõem possuem bloqueador. Por isso, as empresas também assumiram o compromisso de dificultar o funcionamento de aparelho celular nos estabelecimentos que não dispõem do equipamento. ?Ganhamos, pelo menos, dois anos no combate à criminalidade?, disse o promotor Marcelo Buhatem. Segundo o secretário de Administração Penitenciária, Astério Pereira dos Santos, o acordo foi difícil, mas, ao final, ? prevaleceu o interesse público?.O Estado tem até 15 dias para fornecer dados técnicos para as empresas de telefonia móvel realizar modificações pendentes. No início de janeiro, uma vistoria será realizada para checar a eficácia das medidas tomadas pelas operadoras. Quem não cumprir o acordo, é passível de multas e até de retirada de antenas e equipamentos do local. Todo o processo será acompanhado por técnicos da secretaria e do MP.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.