Falcão prevê prévias para definir candidato do PT em São Paulo

Presidente nacional do partido afirma que consulta entre os filiados deve ser feita em novembro

, O Estado de S.Paulo

09 Setembro 2011 | 00h00

O presidente nacional do PT, Rio Falcão, usou ontem o Twitter para divulgar uma entrevista em que previu a realização de prévias para escolher o candidato do partido à Prefeitura de São Paulo.

Na entrevista, publicada no site do jornal Valor, Falcão afirmou que o nome petista deve ser definido ainda neste ano, porque, "se o escolhido for uma novidade", será preciso tempo para divulgar sua candidatura.

Na terça-feira, o presidente municipal do PT em São Paulo, vereador Antonio Donato, já havia dito ao Estado que a cúpula da legenda apostava na realização de uma consulta entre os filiados no dia 27 de novembro - mesma data citada por Falcão.

Ao falar em "novidade", o presidente nacional do PT fez uma alusão indireta ao ministro da Educação, Fernando Haddad, que nunca disputou cargos públicos e é o preferido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para concorrer à sucessão do prefeito Gilberto Kassab.

A principal adversária de Haddad no âmbito interno é a ex-prefeita Marta Suplicy, que tem como trunfos o fato de ser mais conhecida, a experiência administrativa e a maior proximidade com as bases petistas na capital. Marta, porém, já perdeu duas eleições para a prefeitura, e enfrentou altos índices de rejeição.

Pesquisa Datafolha divulgada no último domingo apontou a ex-prefeita como líder na disputa, com média de 30% das preferências, em cenários com diferentes adversários. Haddad teve de 1% a 2% na pesquisa.

Outros pré-candidatos no PT são os deputados federais Jilmar Tatto e Carlos Zarattini. O ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) anunciou oficialmente que não concorrerá.

Sem analogia. Na entrevista ao Valor, Rui Falcão evitou dar como certa a transferência de popularidade de Lula para Haddad durante a campanha do próximo ano. Segundo o instituto Datafolha, 40% dos entrevistados se declararam dispostos a votar no candidato apoiado pelo ex-presidente.

Para Falcão, não é possível traçar um paralelo entre a situação de Haddad e a de Dilma Rousseff, que também começou a campanha presidencial com baixos índices de intenção de voto e foi beneficiada pela associação com Lula.

"Aqui em São Paulo é diferente. Dilma estava no mesmo governo de Lula havia sete anos e tentou sucedê-lo no mesmo cargo. Para a prefeitura, não há a mesma linha", avaliou Falcão.

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