Falha em sistema provoca tumulto no metrô

Problema aconteceu às 4h40, entre Luz e Tiradentes; às 10 h, plataformas continuavam cheias

Ana Carolina Moreno, O Estadao de S.Paulo

15 de dezembro de 2007 | 00h00

Os cerca de 805 mil paulistanos que tomam o metrô entre 6 e 9 horas diariamente tiveram de ter muita paciência ontem para conseguir chegar ao trabalho. Uma falha nos cabos da Linha 1 - Azul (Jabaquara-Tucuruvi), entre as Estações Luz e Tiradentes, provocou a redução da velocidade dos trens para quase um terço do normal. Isso aumentou o intervalo entre eles e o volume de passageiros nas plataformas.O problema acabou afetando a circulação na Linha 3 - Vermelha (Palmeiras/Barra Funda - Corinthians/Itaquera). Duas pessoas passaram mal com a aglomeração de passageiros nas estações e tiveram de ser socorridas. Na Estação Sé, que mesmo em dias normais é a mais movimentada do sistema, uma passageira teve de ser resgatada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) após ser empurrada quando saía de um vagão. Ela foi levada para a Santa Casa, onde ficou em observação e foi liberada.De acordo com o Metrô, o problema teve início às 4h40, quando as estações começam a funcionar diariamente. Uma equipe do Grupo de Restabelecimento do Metrô tentou regularizar a situação durante quatro horas, mas o intervalo entre os trens só voltou ao normal às 8h52. No entanto, as plataformas continuavam lotadas até depois das 10 horas.ATRASOO técnico de informática Alan Munhoz, de 28 anos, foi um dos passageiros pegos desprevenidos pelo problema. Todos os dias, ele leva cerca de 90 minutos entre sua casa, na zona leste, e o trabalho, no centro de São Paulo. Ele toma uma condução até a Estação Artur Alvim e, de metrô, consegue chegar entre 8 horas e 8h30 no serviço.Ontem, Munhoz teve de esperar quatro trens até conseguir entrar em um dos vagões. "Estava tudo abarrotado", contou o técnico, que só chegou ao escritório às 10 horas. Ele não soube dizer se alguém passou mal durante o trajeto porque "não dava para ver nada", tamanho era o volume de passageiros. Mas não faltaram reclamações. Uma senhora de 60 anos até desistiu de usar o vagão reservado para idosos. "Ela disse que lá estava pior ainda", contou o técnico.Embora os alto-falantes do Metrô informassem de cinco em cinco minutos que a situação logo se resolveria, Munhoz não sabia exatamente o que tinha ocorrido até as 19 horas. O retorno para casa, porém, foi mais tranqüilo, segundo ele.Em nota, o Metrô informou ter detectado "um problema na conexão entre cabos do sistema de controle de trens no trecho entre as Estações Luz e Tiradentes (Linha 1 - Azul)", o que impôs restrições à rede, que passou a operar no sistema de segurança. A velocidade, no sistema de segurança, vai de 20 a 30 quilômetros por hora. No modo automatizado, por computadores, a velocidade chega a 87 quilômetros por hora.

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