Falha humana provocou acidente com barcas no Rio

A circulação de barcos na Baía de Guanabara voltou ao normal pouco mais de uma hora após o acidente entre as barcas Ipanema e Vital Brazil, que faziam a travessia Rio-Niterói e se chocaram perto da Praça XV, no centro do Rio. Segundo o diretor administrativo-financeiro da Barcas SA, Amaury de Andrade, os radares e demais equipamentos de segurança das embarcações estão funcionando em perfeitas condições.Apesar do forte nevoeiro que caiu sobre a Baía de Guanabara nesta manhã, Andrade afirmou que as informações sugerem que a causa do acidente entre as barcas tenha sido falha humana do comandante da Vital Brazil. Ele garante que havia perfeitas condições de travessia. "Uma de nossas preocupações é justamente o funcionamento dos radares. Temos gasto além do normal em equipamento".O capitão de fragatas, Castro Freire, chefe de Segurança de Transporte Aquaviário da Capitania dos Portos, confirmou que o motivo do acidente foi falha humana. De acordo com ele, as embarcações sofrem fiscalização freqüente. Uma delas é uma inspeção naval feita de surpresa, como se fosse uma blitz, e a outra é uma vistoria com hora e dia marcado quando a Capitania dos Portos verifica se as embarcações tem condições de navegar.No caso das Barcas SA, segundo o capitão, estão em perfeitas condições de navegação. Por conta disso, mesmo com denso nevoeiro desta manhã não haveria impedimento para o tráfego. Ele explicou que toda embarcação tem luzes de segurança. Uma delas, da cor vermelha, é colocada do lado esquerdo das embarcações. Quando ela acende, a barca que está na frente ou vindo na direção, é obrigada, pelas regras internacionais, a manobrar para sair, o que não teria acontecido entre os comandantes da Ipanema e da Vital Brazil.De acordo com informações da Barcas SA, de 7h às 10h, cada embarcação carrega entre 600 e 700 pessoas para uma capacidade de 2 mil passageiros. O tráfego na Baía foi interrompido somente 35 minutos após o acidente e permaneceu fechado por cerca de 45 minutos. A Vital Brazil e a Ipanema já foram levadas para o estaleiro da empresa em Ponta da Areia, Niterói.As informações ainda são desencontradas quanto ao número de pessoas feridas e que teriam se jogado ao mar. Duas foram resgatadas de dentro da água por um barco pesqueiro. O tenente do Gmar, Nelson Borges, informou que cinco lanchas estão fazendo buscas em volta da Baía de Guanabara.

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