Falso cirurgião deve depor em Brasília em março

Acusado da morte de cinco pacientes durante cirurgias de lipoaspiração, o médico Denísio Marcelo Caron deve depor no Tribunal do Júri de Taguatinga, no DF, no dia 6 de março. Taguatinga é a cidade-satélite do Distrito Federal, que Caron escolheu para operar duas mulheres, mesmo depois de ter assumido compromisso com o Ministério Público de Goiás de não fazer cirurgias enquanto não fossem concluídos os inquéritos contra ele, movidos no Conselho Regional de Medicina de Goiás pela morte de pacientes e por lesões corporais.As duas clientes operadas por ele na capital do País morreram. Uma na mesa de cirurgia e outra por complicações pós-operatórias. Caron foi denunciado por homicídio doloso e pode ser condenado a até 30 anos de prisão. Ele chegou a ser preso preventivamente, na semana passada, mas já ganhou liberdade por decisão judicial. Nesta quarta-feira, o delegado Antônio Coelho, da 21ª Delegacia de Polícia, que indiciou Caron, viajou para Goiânia para entrevistar parentes das três vítimas fatais do médico naquela cidade e colher mais provas contra ele. "A investigação continua", explicou o delegado, que está trabalhando para levar Caron de volta à prisão.O médico Denísio Marcelo Caron foi acusado de furto e danos materiais pela ex-mulher Diólia Oliveira de Carvalho, em 1996, no distrito de Tuiuti, município de Bragança Paulista, interior de São Paulo. Segundo Boletim de Ocorrência registrado na delegacia de Tuiuti em 3 de janeiro de 1996, Caron teria ameaçado a ex-mulher armado de facas e facões. Na época, eles estavam separados havia dois meses, depois de um casamento de 5 anos.Em depoimento à polícia, Diólia disse que fugiu pelos fundos da casa e foi pedir ajuda à polícia. Depois de relatar o fato e registrar o primeiro boletim de ocorrência, ela retornou à casa.O médico não estava mais no local, mas havia destruído a lataria de um Fiat Uno de um amigo de Diólia, que estava estacionado em frente à casa, e ainda roubado um cofre com algumas jóias, roupas e documentos da ex-mulher.Caron foi ouvido em Campinas onde morava. Na conclusão do inquérito policial, o médico foi indiciado pelos três crimes e o caso foi enviado à 1ª Vara de Bragança Paulista, onde na época o juiz era Pedro Oscar Moraes Garcia.

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