Falso médico tem prisão preventiva decretada em Lins

A Justiça Estadual decretou a prisão preventiva do falso médico Alessandro Gonçalves Aparecido Marques, de 30 anos, por ter causado a morte do estudante Carlos Henrique Lima, de 18 anos. A prisão foi requerida pelo delegado Luiz Fernando Rebello Beato, do 3º DP de Lins, que relatou o inquérito policial.De acordo com Beato, os laudos periciais, depoimentos de testemunhas e fatos comprovaram que manobras feitas por Marques causaram a morte do estudante na madrugada de 1º de janeiro na Santa Casa de Lins. Marques atuou como médico ortopedista nos hospitais de Lins entre maio de 2005 e janeiro de 2006. Na madrugada de 1º de janeiro, ele atendeu Lima no plantão. O inquérito mostrou que Lima foi atendido primeiro por um médico, que fez dois torniquetes para estancar a hemorragia."Como o rapaz havia cortado dois tendões, o médico repassou o caso para o colega ortopedista, mas ele fez tudo errado", contou o delegado. Segundo ele, a perícia concluiu que Marques retirou os torniquetes, liberando a hemorragia, administrou remédios impróprios para a ocasião e ainda furou um dos pulmões da vítima. No depoimento, o acusado ficou calado, reservando-se ao direito de falar em juízo.Agora, Marques poderá ser levado a júri em Lins, município onde responde por outros quatro inquéritos: averiguação de outro homicídio, amputação de dedo de uma vítima, lesões corporais graves em 21 pacientes, e uso de documento falso e exercício ilegal de medicina. Atualmente, Marques está detido em São Paulo, onde foi preso em flagrante praticando medicina no hospital Vasco da Gama, no Belenzinho, zona leste da capital.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.