Falta de ação e caso Palocci paralisam programas do governo

BRASÍLIA

João Domingos, O Estado de S.Paulo

12 de junho de 2011 | 00h00

A falta de ação política da presidente Dilma Rousseff nos primeiros meses de mandato e a crise provocada pelos questionamentos sobre o aumento patrimonial do ex-ministro Antonio Palocci levaram a uma paralisia no governo. Projetos importantes, como o Plano de Desenvolvimento Produtivo, anunciado em janeiro pelo ministro do Desenvolvimento e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, não saíram do papel.

Conhecido por PDP2, o plano foi anunciado logo depois da posse e previa medidas para a desoneração de investimentos que precisam de aval do Congresso.

De acordo com a assessoria de Pimentel, a demora se deve a uma decisão do governo de ampliar o plano. Mas nem o nome é certo. Agora, fala-se em Política de Desenvolvimento da Competitividade (PDC), que abrangeria a política de desenvolvimento do comércio exterior e de competitividade industrial.

O problema é que todos os planos do governo foram feitos antes da crise provocada por Palocci. Enquanto ela não for debelada, e até que a presidente e seus ministros comecem a atender as reivindicações de aliados, projetos como esse costumam sofrer atrasos consideráveis. Um aliado disse que Dilma parece querer acabar com o fisiologismo num exercício espiritual. E isso não combina com política.

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