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Falta de água faz cidade paulista decretar emergência

Caconde, mais um município a sofrer com a estiagem, estipula multa para caso de desperdício e prepara racionamento

Rene Moreira, Especial para O Estado

12 Julho 2018 | 16h02

FRANCA - Caconde, localizada na região de São Carlos, é mais uma cidade paulista a sofrer com a falta de água. A prefeitura decretou estado de emergência e resolveu autuar quem desperdiçar o líquido, podendo a multa chegar a R$ 548 em caso de reincidência. O motivo é a falta de chuva e a queda de mais de 50% no volume de água captada no município.

O decreto foi assinado na última terça-feira, 10, após reunião na prefeitura do "Gabinete da Crise Hídrica". Além do estado de emergência, foi definido que haverá racionamento e rodízio na distribuição da água, devendo ser acertado ainda como isso será feito no município.

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Em nota, a prefeitura informou que é estudada ainda a confecção de boletins informativos à população sobre a importância em se economizar água. "A captação na Serra do Cigano que normalmente é de 15 litros por segundo, já caiu para apenas 6 litros por segundo", justifica. 

O município não é o único a enfrentar problemas com a falta de água no estado. Santa Cruz das Palmeiras, a 80 quilômetros de Caconde, decretou racionamento no dia 26 de junho, e desde então os moradores têm o fornecimento interrompido todos os dias das 8h às 16h.

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Em Tambaú, na mesma região, decreto baixado há duas semanas proíbe o uso de água em tarefas como lavar carros e calçadas. A prefeitura diz que "a fiscalização acontece inclusive no período noturno", com multa prevista de R$ 771 em caso de descumprimento.

Preocupação

Em Bebedouro, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto informou que os níveis dos reservatórios estão baixos. Por isso, está pedindo o uso racional à população e, para evitar o racionamento, solicitou ao Comitê do Baixo Pardo Grande novas regras para liberar perfurações de poços no Aquífero Guarani

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Em Bauru, as comportas da lagoa de captação do Rio Batalha estão fechadas desde maio. O objetivo é manter o nível do reservatório que serve a cidade dentro do patamar ideal, de 3 metros de altura. Em anos anteriores, esta medida precisou ser adotada somente em agosto.

Em Itu, mesmo com as reservas estratégicas, as barragens de captação de água operam com 75% de capacidade. Segundo a Companhia Ituana de Saneamento, para evitar a possibilidade de racionamento é preciso que os moradores reduzam o consumo em 30%.

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Transtorno

Nesta quinta-feira, 12, parte da população de Itu amanheceu com as torneiras secas. A Companhia de Saneamento diz que houve falhas "em bombas na captação de água bruta do Pau D'Alho", e  que "algumas reservas estratégicas foram ativadas para solucionar o problema".

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