Falta de documentos atrasa investigação sobre barragem

MPE levou volumes originais dos processos de licenciamento das represas da Samarco; governo disse ter solicitado devolução

Leonardo Augusto, Especial para O Estado

09 de dezembro de 2015 | 16h55

BELO HORIZONTE - As investigações sobre o rompimento de uma barragem de rejeitos de minério de ferro da Samarco no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, estão sendo prejudicadas pela ausência dos processos de licenciamento das represas na Secretaria de Estado de Meio Ambiente.

O Ministério Público Estadual (MPE) fez a requisição dos volumes logo depois do rompimento das represas, em 5 de novembro, para realizar investigações dentro do inquérito civil público que abriu para apurar as causas da queda das barragens. No entanto, os volumes levados do Estado foram os originais, conforme o secretário de Meio Ambiente, Sávio Souza Cruz. "Com isso, documentos solicitados pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal não puderam ser entregues", afirmou o secretário.

Além do MPE, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal também investigam as causas do rompimento das barragens em Bento Rodrigues. O secretário Souza Cruz afirma que o correto seria a entrega de cópias aos promotores, e que vai abrir procedimento interno para apurar os motivos pelos quais isso não ocorreu.   

O secretário disse ainda já ter pedido a documentação de volta aos promotores. Acionado, o Ministério Público Estadual informou que vai devolver os processos de licenciamento ainda nesta quarta-feira, 9. A assessoria dos promotores disse ainda que não exigiu a entrega dos volumes originais.

Até o momento, quinze mortes foram confirmadas na tragédia em Mariana. Quatro pessoas estão desaparecidas.

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