Falta de educação (no trânsito)

Carta 19.055Nas nossas ruas e avenidas tem de tudo: gente inteligente, gente má, gente distraída, gente burra, gente não-tô-nem-aí-pro-outro e gente até educada, solidária, com consideração pelo pedestre e pelo motorista ao lado, atrás ou à frente. O triste é quando ?o outro? é burro e mau ao mesmo tempo. Daí ele ultrapassa pela direita, ultrapassa na estrada apesar da faixa dupla do chão, força a passagem e dá risada, joga o papel do lanchinho e a lata do refri pela janela e dá risada, quase encosta em você ou arranha, amassa, leva o retrovisor - e foge e dá risada. Se você reclamar, na melhor das hipóteses xinga. Na pior, sai do carro botando fogo pelas ventas e dá um tiro. Os distraídos já têm outro comportamento: ficam à sua frente na faixa mais à esquerda da avenida, a 30 por hora. Não adianta dar luz baixa ou alta ou um toquezinho leve de buzina: lá eles deslizam, tranqüilos como cisnes num lago, e lá ficam. Ou mudam de pista sem dar seta. Já o educado e solidário pára diante da faixa de pedestres, mesmo se o sinal estiver aberto, e deixa o pobre a-pé acabar de atravessar. Invariavelmnte xingado de "bobo, idiota!", nem por isso deixa de ser gentil. O sinal vermelho é respeitado - menos de madrugada, que também não somos loucos. Os limites de velocidade, idem - a menos que algum assaltante de moto venha correndo atrás. Mas essa é uma situação de (quase) exceção. Na verdade, é fácil ser solidário, no trânsito e na vida. Basta reconhecer que ao nosso lado há um ?outro?, com as mesmas necessidades. Campanha de educação no trânsito? Inútil. Ou se tem, ou não se tem. Vem de casa.CHRISTINE HAN - IbirapueraCarta 19.056De ônibus para o RioPrecisando viajar para o Rio com a família, por causa da crise aérea optei por irmos de ônibus executivo (Viação 1001), no dia 3 às 15h01. Ainda no Terminal do Tietê, avisamos ao motorista que o puxador da porta do banheiro estava com defeito, mas nada foi feito. E logo no início da viagem não mais pudemos usar o banheiro, porque o trinco caiu. Paramos num posto para que todos pudessem usar o sanitário, e paramos duas vezes na Baixada Fluminense, à noite, no meio da estrada: uma para recolher passageiros da Cometa, cujo ônibus quebrara, e outra para deixar duas pessoas num supermercado. Para voltar à Dutra o motorista teve de cortar caminho por dentro de um posto de gasolina. Escolhi viajar de ônibus porque me pareceu mais seguro, mas não foi. Chegamos atrasados, sem banheiro, correndo o risco de paradas imprevistas na Baixada, à noite, e estressados. Conclusão: voltamos de avião, pela TAM, com só 10 minutos de atraso. O telefone da ANTT só dá ocupado.NÁDIA STROSBERG ZALCMANJardim PaulistanoA ANTT responde:"Este ano, fiscalizamos o carro mencionado oito vezes nos terminais do Rio de Janeiro. No dia 9, logo após a reclamação, ele foi autuado no Terminal de Resende, no trajeto SP-Rio, por trafegar com o extintor vencido. O trinco da porta já devia estar consertado, se não o fiscal teria tomado providências. Há fiscalização permanente em 8 terminais no Rio de Janeiro e 11 em São Paulo, incluindo os terminais Novo Rio/RJ e Tietê/SP, onde só no mês de julho vistoriamos 5.386 veículos no Rio e 6.743 em São Paulo. Não obstante, no período de 20 a 22/6 fizemos uma fiscalização técnico-operacional na garagem da empresa no Rio. A parada que o ônibus fez para recolher passageiros da Cometa em virtude da quebra do carro é procedimento permitido. O trajeto SP-Rio é feito em geral em seis horas, mas com a crise aérea o movimento nas rodovias aumentou; nesse caso a viagem foi feita em 6h45, numa 6.ª feira, tempo aceitável, mediante o exposto. Quanto ao 0800, a Ouvidoria da ANTT, embora já atenda cerca de 13 mil chamadas mensais, está se esforçando para ampliar a capacidade do atendimento com brevidade. Essa é apenas uma das ferramentas de acesso à agência. Os outros meios de comunicação são e-mail, ouvidoria@antt.gov.br; formulário Fale Conosco, site www.antt.gov.br; atendimento pessoal na sede da ANTT; fax: (061) 3410- 1402, e por carta: Ouvidoria da ANTT - SBN - Quadra 2, Lote 17, Bloco C - Brasília/DF - CEP 70040-020." Este e-mail é somente para agradecer o sempre pronto e eficiente atendimento do Estadão, sem o qual eu certamente não teria os meus vários problemas resolvidos. Eu poderia enumerar vários casos, mas acredito que nem seja necessário. Mesmo assim, quero deixar registrado aqui o meu mais profundo agradecimento à coluna, que praticamente já se tornou meu advogado de defesa do consumidor, bem como meu portal de reivindicações, dentre outros.MARIZA SOARES DA SILVACapital

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