Falta de endereço é obstáculo

O estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) também questiona a eventual relação entre pobreza e violência. Resultados indicam que "outros fatores são imprescindíveis para explicar a dinâmica da violência". "Essa relação não é linear, nem sempre é positiva para níveis muito altos de pobreza. Os setores mais precários do município não são simultaneamente os mais violentos", concluiu a economista Rute Imanishi Rodrigues. Ou seja: a partir de um nível extremo de pobreza, a violência cai. Como achou limitações nos dados do governo, Rute usou registros de mortalidade do Sistema Único de Saúde (SUS). Dos 17.026 recolhidos de 2002 a 2006, 13.727 moravam na cidade. Por falta de endereço, não foi possível identificar 2.472 (18%). A identificação dos 11.255 homicídios no mapa ocorreu de modo diverso: em 48,5% foi possível chegar à localização exata por bairro, logradouro e numeração. Muitas vezes são fornecidos endereços de parentes ou conhecidos em bairros próximos. Isso explica a grande quantidade de homicídios nas vizinhanças de favelas. O número de mortes dentro de favelas foi relativamente baixo (1.439) - a proporção (13%) é menor que a de população em favelas na cidade (18%). O estudo também mostra que programas como o "Favela Bairro" atingiram na mesma proporção comunidades dentro e fora das áreas mais violentas.

, O Estadao de S.Paulo

01 Agosto 2009 | 00h00

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