Falta de etiqueta em bagagem impede polícia de prender traficante

A falta de etiquetas nas bagagens dos passageiros de um ônibus da Viação 1001, que saiu do Terminal Rodoviário do Tietê, na zona norte de São Paulo, com destino à cidade de Cabo Frio, no litoral fluminense, impossibilitou agentes do Núcleo de Operações Especiais (NOE), da Polícia Rodoviária Federal, identificar o dono de uma mala de viagem dentro da qual havia quase 3,5 quilos de cocaína pura.O ônibus foi parado por volta das 23h30 de terça-feira na altura do quilômetro 204 da Via Dutra, em Arujá, na Grande São Paulo, após o pedágio. Segundo os policiais, no momento em que o ônibus é parado, tudo é revistado: o banheiro, o bagageiro principal e aquele existente junto ao teto, o ar-condicionado, os bancos, cinzeiros etc. A Viação 1001 acabou sendo multada em cerca de R$ 2 mil por desrespeitar uma resolução da Agência Nacional de Transporte Públicos (ANTP) que obriga as empresas e etiquetar todas as bagagens, a fim de identificar o dono de cada uma delas."Quando a bagagem não está etiquetada e achamos algum entorpecente, nós somos obrigados a interrogar todos os passageiros, o que causa também um atraso na viagem - nesta de hoje foi de 4 horas -, além de constrangimento entre todos os ocupantes do ônibus. Tanto a Viação 1001 quanto a Viação Itapemirim costumam não etiquetar as bagagens. Somente eu já multei mais de 20 ônibus destas empresas até agora", afirmou um dos policiais.Segundo ainda os agentes rodoviários, os 3,5 quilos de cocaína, que estavam sendo levados em uma mochila de viagem, depois de passarem por várias misturas químicas no mercado carioca poderiam render até R$ 20 mil aos traficantes.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.