Falta de leitos impede transplante de medula no País

Pelo menos 700 pessoas com leucemia não podem submeter-se a transplante de medula óssea, mesmo já tendo doadores identificados, porque não há leitos disponíveis nos 20 centros públicos de transplante do País. O ministro da Saúde, José Serra, que esteve nesta quarta-feira no Rio para inaugurar o primeiro banco público de sangue de cordão umbilical e placentário, no Instituto Nacional do Câncer (Inca), argumenta que houve um aumento de 128% do número de transplantes de medula óssea nos últimos cinco anos, mas admite que "ainda é pouco".Segundo o ministro, foram realizados em hospitais públicos 242 transplantes em 1995, e 552 no ano passado. Serra afirmou ainda que houve um aumento dos recursos investidos nessa área de R$ 9,6 milhões, em 1995, para R$ 21 milhões, em 2000.O banco de sangue inaugurado no Inca possui dois tanques de nitrogênio, com capacidade para estocar por dez anos 4 mil amostras de sangue retirado do cordão umbilical e da placenta de mulheres logo depois do parto. O material será utilizado no transplante de medula óssea em crianças ou pessoas que pesem até 50 quilos e não tenham doador aparentado. O banco é gratuito e poderá ser utilizado por qualquer paciente inscrito no Inca ou em outras instituições que façam transplantes de medula óssea no País. No ano passado, o Inca realizou 92 transplantes desse tipo.

Agencia Estado,

14 de fevereiro de 2001 | 17h01

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