Falta de ponto exato dificulta buscas, diz Aeronáutica

Dois C-130 Hércules e um P-95 vasculham a região; Marinha envia reforços de Natal e Salvador

Agência Estado,

01 de junho de 2009 | 11h33

O comando da Aeronáutica informou nesta segunda-feira, 1º, que até o momento não há nenhuma captação de sinal do equipamento de emergência da aeronave da Air France que fazia o voo 447, entre o Rio e Paris, e que está desaparecida desde a madrugada. Ainda segundo a Aeronáutica nenhum avião que sobrevoa a rota neste momento recebeu pedido do socorro do voo AF 447 por meio da frequência internacional de emergência. A Aeronáutica informa ainda estar com cinco aviões, três navios e dois helicópteros na operação de busca e resgate.

 

Voo 447 pode ter tido problemas em zona de convergência intertropical. Foto: Inpe

 

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O vice-chefe do centro de comunicação social da Aeronáutica, coronel Jorge Amaral, informou que a Força Aérea Americana se colocou à disposição para ajudar nas operações de busca. Segundo ele, a maior dificuldade no momento está relacionada à falta de um ponto exato onde pode ter acontecido o acidente. Outra dificuldade, destacou, é o fato de a pane ter ocorrido sobre o Oceano Atlântico.

 

Os espanhóis também estão ajudando nas buscas e mandaram um avião da Guarda Civil procurar pelo avião desaparecido no Atlântico. O avião de reconhecimento partiu da capital senegalesa, Dacar, onde participa de um programa de prevenção à imigração ilegal na Europa, informou um porta-voz do Ministério de Interior espanhol. .

 

A Força Aérea Brasileira (FAB) enviou durante a manhã três aviões para vasculhar a área do oceano Atlântico, onde o Airbus fez o último contato com os radares. Um P-95 e um C-130 Hercules, com equipes especializadas em busca e resgate, decolaram por volta das 9 horas da manhã. Outro C-130 Hércules decolou por volta das 10h30 para se somar à busca.

 

A Marinha enviou uma patrulha de Natal (RN) em direção à área, além de uma fragata com helicóptero e uma corveta ancoradas em Salvador (BA), e entrou em contato com todos os navios mercantes que estão na região para pedir que eles se integrem nas buscas.

 

França

 

Um avião da Força Aérea Francesa, o Atlântico 2 partiu de uma base francesa de Dacar, no Senegal, e faz o sentido contrário da rota do voo 447, da Air France. Esse avião é o primeiro do lado europeu a fazer esse percurso após o desaparecimento da aeronave. Nesta terça-feira, 2, outros dois aviões (um Falcon 50 e outro Atlântico 2) vão partir de Dakar para concentrar as buscas no Golfo de Guiné, onde se supõe que o avião tenha desaparecido. A França também enviou um navio que estava na costa da Guiné para a região, mas ele estaria a algumas horas de viagem.

 

A França também pediu auxílio dos militares norte-americanos, para que usem sua rede de satélites espiões e estações de escuta, a fim de auxiliar na localização do Airbus desaparecido.

 

O presidente da França Nicolas Sarkozy estava, por volta das 13 horas do Brasil, no Aeroporto Roissy-Charles de Gaulle encontrando com alguns dos familiares dos 40 franceses que se encontravam no Airbus.

 

O presidente francês afirmou, segundo a Reuters, que as chances de encontrar sobreviventes do voo Rio-Paris são pequenas. O presidente informou ainda que a França pediu ajuda aos Estados Unidos para tentar localizar o avião.

 

"As chances de encontrar sobreviventes neste momento são ínfimas", disse o presidente depois de visitar o comitê de crise instalado no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris. "É uma catástrofe jamais vista pela companhia Air France", afirmou.

 

Gabinete de crise

 

A diretora-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Vieira, está no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro Tom Jobim, no Galeão, onde foi montado um gabinete de crise, para acompanhar as buscas ao avião da Air France. A informação é da Assessoria de Imprensa da Anac. Além de Solange Vieira, permanecerão no Galeão, dirigentes da Infraero e representantes da Aeronáutica.

 

Atualizada às 14h38

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